quarta-feira, dezembro 29, 2010

99 não é 100.

Ontem assisti ao programa Milênio da Globo News, cujo entrevistado foi Moby. Assisti meio por acaso, porque estava zapeando à toa. Foi um desses felizes acasos (Serendipity =]). Depois de descobrir muita gente interessante e admirável no Iconoclasts, exibido pelo GNT e pelo FTV, descobri o respeitável e encantador Moby, nesse programa que raramente assisto.
Não sei avaliar Moby enquanto músico, pois conheço pouco, quase nada, de sua obra (mas procurarei conhecer, seguramente) e ainda porque entendo de música eletrônica como entendo de motores a combustão. Mas fiquei fã do cara que procura contribuir efetivamente para tornar o mundo um lugar mais saudável, para melhorar a vida de pessoas. Recomendo fortemente que veja o programa se, como eu, você fica feliz em saber que há pessoas por aí que fazem diferença, que dão razões para crermos na humanidade e num mundo mais habitável, sustentável do ponto de vista social.
A entrevista é focada no filme Lixo Extraordinário (que parece ser muito, muito legal), cuja trilha é de Moby, mas são abordados diversos assuntos.
Mesmo em seu ativismo e seu veganismo, Moby não é um chato radical, que prega suas ideias como quem prega a verdade. Ele simplesmente espalha o que pensa e COMPARTILHA, no sentido mais amplo da palavra, seu trabalho, sua energia, sua crença.
Muito do que ele falou o colocou na minha lista de pessoas que gostaria de conhecer, mas o fato de ele trabalhar com Oliver Sacks foi determinante. Oliver Sacks é um dos profissionais mais impressionantes da medicina em todo o mundo. Meu primeiro contato com seu trabalho foi o interessantíssimo livro "O homem que confundiu sua mulher com um chapéu", que tive que ler para a disciplina de neuroanatomia, ainda no segundo período da faculdade. Muitos de vocês devem também ter algum contato com sua obra através de dois filmes inspirados em livros dele: À primeira vista" e "Tempo de despertar".
Esse neurologista tem o dom de escrever os casos clínicos de forma acessível, mostrando a leigos a realidade de pessoas com os mais diferentes distúrbios neurológicos. Minhas referências teóricas me levaram a uma prática clínica muito distante da de Sacks, mas seu trabalho teve grande impacto sobre mim e admiro muito a maneira como ele procura verdadeiramente inserir socialmente os portadores de doenças neurológicas, não só preparando-os para tal, mas também esclarecendo e desmistificando as doenças para a sociedade como um todo.
Moby trabalha com Sacks por meio da musicoterapia, de forma a melhorar a qualidade de vida dos pacientes. E, bem, me interesso por qualquer trabalho voltado a melhorar a vida das pessoas. Sobretudo de pessoas que sofrem com tantas limitações e dificuldades.
Pra quem tiver interesse, o programa pode ser assistido aqui. Muito legal também é o site do Moby, onde há uma seção (Gratis) na qual diretores de filmes independentes podem pegar músicas gratuitamente para servir de trilha para seus filmes, mediante um simples processo de solicitação no qual a autorização é concedida após um silêncio de 24hs... is it cool or what? Há também seu twitter (@thelittleidiot).
Para ouvir, deixo a sugestão do entrevistador Jorge Pontual, já que não conheço a obra de Moby, como mencionei no início. Eis o link do Youtube para Last Night (a incorporação está desativada).


segunda-feira, dezembro 27, 2010

Memories...

Passei os últimos dias fazendo a mudança, limpando, colocando as coisas no lugar, comparecendo a eventos de fim de ano, esperando prestadores de serviço fazerem instalações variadas, limpando de novo, tentando aprender qual interruptor acende qual luz, mostrando a casa nova pra família, colocando mais coisas no lugar, esperando em vão pelo serralheiro vir colocar os portões e o vidraceiro vir terminar o serviço, me irritando com os livros espalhados pelo chão da biblioteca porque o chifrudo do vidraceiro não vem terminar o serviço, reaprendendo a fazer compras no supermercado, imaginando o porquê de uma pessoa ter tantas bolsas e tentando descobrir onde vou colocá-las, brigando com os inúmeros e mais esquisitos insetos que invadem minha casa à noite, acordando muito cedo com o sol na cara e pensando todos os dias que PRECISO comprar uma cortina, arrumando a mesa de café pro Dudu que só acorda na hora do almoço, jogando várias coisas fora, ficando mais feliz a cada banho no meu banheiro enorme com ducha deliciosa (gente, eu juro: o banho na casa nova é uma life changing experience! Hehehe), ficando mais feliz com a vista que tenho daqui da mesa do computador...

Em sua maioria, as atividades das duas últimas semanas não foram muito agradáveis, mas necessárias. Hoje, no entanto, tive uma grata surpresa quando finalmente terminava de colocar tudo no lugar. Em uma das caixas que abri encontrei lembranças tão agradáveis, tão doces... Não sou muito de guardar coisas, me desfaço sem dó de convites, lembrancinhas, cartões, coisas que não uso mais. Mas algumas coisas devem ser guardadas pra proporcionar momentos como o que tive hoje à tarde, abrindo aquela caixa.

Faço uma listinha de algumas coisas que encontrei, me fizeram sorrir e trouxeram lembranças muito boas:


  • Vários cartões, bilhetes e cartas do Dudu... O cartão que acampanhou as tulipas que recebi dele depois que ele voltou pra São Carlos após nosso primeiro final de semana juntos, o chaveiro que ele me deu com as chaves do apto em que moramos quando nos casamos, a carta que ele me deu quando me surpreendeu no aeroporto de Salvador quando voltei da Europa, e vários outros.
  • O cartão de lembrança da festa de 15 anos da Patty no Florestinha, escrito à mão... Tão fofo.
  • A foto da turma da faculdade que ficou sobre a mesa no baile de formatura.
  • A carta-convite para a Chapada Santa feita pelo Guinguim e a Fêfa. Morri de rir... Muita saudade das doces esquisitices do André e dos deliciosos e divertidos dias na Chapada.
  • O cd de lembrança do casamento do Mau e da Leca (só música boa!). Deu ainda mais saudade desses dois amigos tão queridos!
  • Um cartão de fim de ano que a Fêfa fez com uma montagem de fotos do ano de 2005, ano do meu casamento. Madrinha mais fofa e atenciosa...
  • Uma carranca esculpida em giz de cera pelo Dani Pains láaaa no Santa Maria. Amigo querido dos tempos de escola, de quem tenho boas lembranças e muita saudade. Onde andará?
  • Um monte de postais enviados pelo Hildo do mundo inteiro. Onde quer que esteja, ele sempre se lembra dessa amiga mineira que o ama um monte. Sweet...
  • O cd com o excelente set do Goiano, meu padrinho-dj favorito, para o aniversário de 30 anos do Dudu. Festa quebradeira no já extinto Joe's Pub. Tinha concurso no dia seguinte... Não sei por quê não passei...
  • Uma montagem de fotos feita pelo Bê da viagem pra Paraty. Todo mundo usando o boné Nuuuhhhh, que me foi roubado pelo Mariano (não, eu não esqueci!).
  • A cartela com adesivos da foto tirada numa máquina automática em San Francisco. Estamos eu, a Thaís e as duas Renatas... Lindas e fofas!
  • Fotos de amigos distantes que vieram pro casamento... A lista é grande, mas inesquecível!
  • O cartãozinho de lembrança de um ano da prima capixaba Tati, que hoje já é mamãe. Linda!
  • O certificado do salto de Bungee Jump, com telefone e endereço de algumas pessoas da equipe anotados no verso. Um mês em Cabo Frio que foi paradigmático para nossas vidas...
Tem mais um monte de coisas que reencontrei nos últimos dias, que me fizeram sorrir e sentir saudades de várias coisas e muita gente. Essas pequenas cápsulas do tempo que abrimos de vez em quando nas arrumações... Que feliz!

quinta-feira, dezembro 23, 2010

Tá me seguindo?

Resisti, durante muito tempo, a criar contas no Facebook e no Twitter, apesar dos conselhos de alguns amigos e conhecidos. Não conseguia ver benefícios em associar-me a tais redes, mas enfim sucumbi.
No espaço de uma semana, há cerca de um mês, criei uma conta no Facebook e outra no Twitter.
A avaliação que faço de um serviço e outro é completamente diferente. O Twitter de fato facilitou minha vida. É sensacional ter os principais jornais, portais de notícias, o MRE, entre outros, na minha timeline. Não preciso ficar entrando em cada um dos sites em busca de notícias. No intervalo entre uma aula e outra, uma leitura e outra, basta abrir a home do Twitter e está tudo lá. Se algo é de interesse, apenas clico no link e acesso a notícia, o vídeo, a entrevista. Otimiza o tempo e o uso da internet. E ainda me divirto com as cantadas do pedreiro, com outros avatares que sigo, e postando minhas esquisitices em doses homeopáticas. O Twitter mostrou-se uma forma de interação ágil, útil e divertida. Saldo muito, muito positivo.
O Facebook, por outro lado, é uma ferramenta do capeta. Estou segura disso. Sou lesada e preguiçosa... Demorei um tempo e precisei de muita orientação (Thanx, Fêfa!) pra descobri como filtrar coisas desinteressantes e desagradáveis. E são MUITAS que há por lá. É muito esquisita a necessidade de exposição das pessoas, o excesso de compartilhamento. Há quem goste de dividir TUDO com o mundo. Você abre a página inicial e dá de cara com a vida dos "amigos"... Porque também não há muito critério, de modo geral, pra adicionar pessoas. Quanto mais melhor. Então você expõe lá uma ação, um pensamento... De repente, pessoas que você viu uma, duas vezes na vida, curtem, comentam, participam com uma pessoalidade impossível na vida real. 
O clima de familiaridade criado pelo FB é algo que me é muito estranho. Não tenho essa mesma sensação aqui no blog (ou em blogs alheios) ou no Twitter... onde as pessoas dividem opiniões e pensamentos sobre interesses comuns ou divergências ideológicas. O saldo, até o momento, é bem ruim.
E ontem dei mais um passo rumo à hiperconexão (é assim que tô me sentindo com tantas contas, redes e formas de contato): criei uma conta no Skype. O troço deu pane na sequência, hehehe. Vejamos o que essa ferramenta terá a me oferecer. Espero que me aproxime ainda mais dos amigos geograficamente distantes...

quinta-feira, dezembro 09, 2010

Enlighten me, Greg!

Li há pouco no blog do Rafa uma versão reduzida , em português, de uma entrevista de Greg Graffin para a Scientific American.
The nerd

Greg Graffin é vocalista e frontman do Bad Religion, banda que, por inúmeros motivos, é a banda da minha vida. Ele também é cientista e acadêmico. Estuda paleontologia e biologia, especialmente interessado na evolução das espécies. 

The punk
O multitask Greg é ateu e defende a ideia de que religião e ciência são incompatíveis. Na referida entrevista, Greg fala sobre sua visão da ciência, da evolução, de sua música, sobre seu livro, compara a evolução e o punk rock, e afirma que Darwin era punk.
Recomendo fortemente a leitura, se não da completa, em inglês, ao menos da versão reduzida em português. Há brilhantes ideias e ótimos conselhos nas respostas de Greg, como "Devemos parar de pensar em comportamentos como leis e abraçar os acasos."
The handsome
O cara é mais do que um ídolo e líder pra mim. Ao mesmo tempo nerd, punk rocker, ateísta, cientista, escritor... Além de fazer isso tudo com extrema competência, ainda é bem bonitinho. Minha alma gêmea!

quarta-feira, dezembro 08, 2010

Então é Natal...

Uma das delícias do Natal
Eu não gosto dessa época do ano. Há uma lista de coisas desagradáveis em dezembro: trânsito muito mais intenso, chuva constante, todos os lugares muito cheios, obrigação de comprar presentes (adoro dar presentes. Odeio a obrigação), milhares de eventos - muitas vezes mais de um no mesmo dia, cansaço, todo mundo reclamando de todas as coisas que listei aqui, músicas de Natal, comidas com uva-passa, perguntas recorrentes como "você vai viajar?" ou "o que vai fazer no Reveillon?", amigo oculto, ouvir centenas de vezes que o ano voou, decoração natalina...
Mas o que realmente me irrita, me dá vontade de bater nas pessoas, é a súbita e imensa caridade, o espírito cristão sazonal que acomete o mundo ocidental por conta da proximidade com o aniversário do Menino Jesus. A pessoa passa o ano inteiro sem sequer cumprimentar o porteiro mas, em dezembro, pega cartinha no correio pra presentear uma criança desconhecida que passou fome durante todo o ano, mas vai adorar a mochila da Hello Kitty lindíssima que vai ganhar do Papai Noel anônimo. Asilos e creches recebem montes de doações, que vão durar até março... O que eles vão comer, vestir e usar de março a dezembro? Não importa... Você fez sua parte, certo?
Apesar de ter sido educada em escola católica, não me acostumo com esse amor ao próximo do cristão, que só se manifesta diante de grandes catástrofes, da campanha do Criança Esperança e com a aproximação do Natal. É como se essas atitudes pontuais os fossem garantir os céus... Uma forma de comprar a paz eterna. Mas não se preocupe, devoto e bondoso ser... Basta que você se arrependa sinceramente no final por ter ignorado as centenas de mendigos no caminho, as necessidades da empregada da sua casa, o primo doente do interior e todo o mundo que está a sua volta e não faz parte do seu núcleo familiar. E também dos outros pequenos delitos que eventualmente tenha cometido. Arrependa-se, e você será perdoado por não ter feito nada para tornar o mundo minimamente melhor.

terça-feira, novembro 30, 2010

Lalangue

Está na moda, sobretudo em provas de vestibular e de concursos, a linguística funcional, que privilegia o discursos e as relações contextuais na análise da língua. Assim, as questões das provas que têm como base a linguística funcional contêm menos expressões como "está gramaticalmente correto" ou "de acordo com a prescrição gramatical", e mais como "de acordo com a norma culta". Isso porque a gramática funcional considera que, dado o uso corrente entre os falantes, certas expressões ou formas da língua não podem ser consideradas erradas, mas apenas em desacordo com a norma culta.
Se você, como eu, formou-se há mais de 10 anos, precisa desaprender um monte de coisas e aprender várias outras que nos ensinaram como pecado mortal na escola. O lado bom é que isso democratiza a língua, a torna um retrato de seus falantes e mais acessível a todos.
Fico imaginando se os anglo-saxões, tão apegados a costumes, símbolos, documentos fundantes, entre outras coisas, são ou seriam adeptos da linguística funcional. A monarquia constitucional vigora na Inglaterra desde o século XVII, a Constituição americana data de 1787 e o dólar americano de 1792.
O que pensariam os gramáticos bretões dos acrônimos que dominam a comunicação no mundo virtual?  Hoje é possível manter uma conversa inteira sem escrever uma palavra sequer. Duvida?

1: LTNS 
2: :-)
1: FYI IHIWTH
2: MMDA
1: OMG GTG
2: WTF
1: SSDD
2: FISHMO
1: DUS
2: JK
1: IANL
2: HMHIS GL
1: TFU TY
2: TTYL
1: SYL
2: U2

Não entendeu nada? Este link pode ajudá-lo.

Será que as gramáticas e livros didáticos britânicos e estadunidenses incorporarão essa nova forma da língua adotada na rede mundial? Vão precisar traduzir Shakespeare e Jack Kerouac pra molecada!

quarta-feira, novembro 24, 2010

Só para mulheres

Olha a ginga e a malemolência
Responda rápido: Qual o príncipe mais interessante dos contos de fadas?
Justifique sua resposta.
...
...
...
...
...
Se não respondeu imediatamente "Príncipe Azul (ou Príncipe Encantado), da Cinderela, porque ele sabe dançar", pare de ler agora, pois você não é uma menina! 




Caso você tenha provado ser portadora de dois cromossomos X, vai se interessar pelos brinquedinhos que descobri e compartilho a informação abaixo. Eles são novidade pra mim! Seguramente muita gente já testou e aprovou. Ainda não conheço na prática, mas fiquei curiosa.
Bem, eu gosto muito de estudar e, embora esteja estudando todos os dias, o dia todo, ainda busco um curso aqui e ali pra fazer de vez em quando. Numa dessas buscas, visitei o site de uma empresa aqui de BH que oferece uns cursos extra-curriculares interessantes. Uma vez no site, tive aceso ao mix de produtos da empresa que, a princípio, não tinha nada de muito diferente do mix das demais empresas do mesmo ramo de negócios. 
No entanto, dois produtos me chamaram a atenção por utilizarem o que há de mais avançado em tecnologia: wireless e comando via iphone. E não, caras leitoras... Eu não estou falando de instrumentos e gadgets de comunicação. Estou falando de brinquedinhos para momentos mais nossos, ou compartilhados a dois (ou a três, a quatro, em grupo... Cada um com seu cada um, né?).
Deve estar na aula de yoga, então vou pegar leve... Velocidade 3!


















Isso mesmo! Um vibrador acionado por controle remoto (sim, já apareceu em filme de Hollywood, mas eu não tinha visto por aqui) e outro acionado pelo iphone. Acreditam? Não? Olhem aqui e aqui, então! Se seu namorado, amigo com benefícios, marido ou o que for, adora estar no controle, agora ele pode fazê-lo mais do que nunca. E mesmo à distância. De Macau, Nova York, Ancara, Paris ou da sala ao lado, ele pode  deixá-la muito contente!
É a tecnologia da comunicação atingindo nichos os mais variados!
E pra quem curte brinquedos e acessórios, não deixe de conferir essa ação interessante da Prudence. E não, não é propaganda... Estou só divulgando uma boa ideia.

terça-feira, novembro 23, 2010

Como o mundo virtual estragou o meu humor

Hoje dei uma mega apelada por causa do Facebook. Essa coisa é um CÂNCER!!!!

Recebi um email de um amigo que não vejo há muito, muito tempo. Fiquei feliz por ele dar notícias e, quando abri, era um convite do Facebook. Pensei... quer saber, vou me inscrever logo nessa porqueira, pq pelo menos paro de receber esses convites infestando minha caixa de entrada e de responder "não" qd me perguntam assustadíssimos, como se eu fosse um ET:"VOCÊ NÃO TÁ NO FACEBOOK?".

Inocentemente, pensei que os efeitos colaterais seriam só estes: parar de parecer um ET e parar de receber convites. Ledo engano! Agora não paro de receber confirmações de pedidos de amizade! Que feliz!!!!!

Até sobre preferências políticas e religiosas eles perguntam no preenchimento do perfil. POR QUE, em sã consciência, eu gostaria de dividir minhas preferências políticas e religiosas com pessoas que mal conheço?

E o pior... as pessoas efetivamente escrevem sobre o que estão fazendo lá. I DON'T CARE!!!

Tô deveras irritada com a realidade virtual hoje. Um saco esse Facebook, um saco o twitter. Aproxima pessoas my ass!

Pronto, falei.

Hehehe... depois q/ o mau humor passar, pode ser que eu tente aprender algo de bom sobre essa ferramenta. No momento, eu só quero que seu inventor morra de uma morte lenta e dolorosa...

quinta-feira, novembro 11, 2010

Pequenas obsessões femininas

O mundo da moda não tem muito apelo pra mim. Não acompanho os desfiles, não sei quando começam/terminam as temporadas, conheço pouquíssimas marcas, devo ter entrado umas duas ou três vezes numa outlet na minha vida. Nem quando viajo tenho impulsos consumistas.
Há uma ou outra marca de que gosto e tendo a comprar seus produtos, mas não sou fiel a nenhuma. No máximo posso dizer que tenho preferências, sobretudo relativamente à qualidade e conforto.
Mas... Tenho minhas manias e obsessões. Já falei aqui sobre um certo fetiche que tenho por botas. Bem, há um outro: lingeries. É uma mania antiga e esquisita. Eu simplesmente não consigo usar duas peças que não combinem. Tem gente que não sai de casa sem batom, certo? Eu não saio de casa com a calcinha de uma cor e o soutien de outra. A preferência é sempre por conjuntos, mas eu consigo usar se as peças combinarem, tiverem ao menos uma cor em comum. Posso até estar meio mulambenta por fora, num dia de muita preguiça. Você olha e me vê de calça jeans, tênis e camiseta... argh! Mas por baixo, seguramente está um belo conjunto de lingerie!
Adoro comprar lingeries e me irrita a falta de variedade que há hoje em dia. Mudam os tecidos, as cores, uma fitinha aqui ou ali mas, basicamente, os modelos são os mesmos. Sobretudo os de soutiens. Todos têm bojo, o que é altamente enervante, já que somos obrigadas a ostentar algo que não temos. Também já falei sobre isso aqui.
Pra quem tem uma pequena obsessão por lingeries, a Victoria's Secret é a marca de maior interesse, claro. Ontem aconteceu o desfile 2010/2011. Eu fico babando que nem cachorro olhando o frango rodar. Só fico imaginando quando for a Nova York e entrar naquela loja... ai, ai! Muitos dólares serão deixados ali. Um enxoval vitalício de lingeries e um estoque absurdo de cremes... um dos meus poucos, pouquíssimos, sonhos de consumo!
Vejam as fotos do desfile e digam se não tenho razão de adorar!

terça-feira, novembro 09, 2010

Não estou só!

Sei que estou ficando repetitiva com esse tema, mas não deu pra resistir. É disso que quero fazer parte, amigos. É nisso que eu acredito!

sexta-feira, novembro 05, 2010

Uma senhora respeitável e alegre

Nesta semana o Arquivo N da Globo News é sobre os 65 anos da ONU completados no último 26 de junho. Embora superficial, o programa é interessante e não se resume a aclamar a organização. Também mostra suas limitações e alguns de seus tropeços.
O enfoque na participação e no papel brasileiros dá uma dimensão do que eu falei no post abaixo.
Impagável é ver, na última cena, o auditório da Assembleia Geral de pé, batendo palmas e dançando enquanto o então Secretário Geral, Kofi Annan, toca atabaques numa performance de Gilberto Gil. Goste você de MPB ou não.

quinta-feira, novembro 04, 2010

Joseph Nye sobre o poder mundial

Joseph Nye on global power shifts | Video on TED.com

Mesmo antes de começar meus estudos para o CACD, eu já era uma entusiasta da postura brasileira em Política Externa. É bem verdade que era um entusiasmo mais intuitivo, ideológico, sem embasamento teórico e compreensão aprofundada dos temas.
Hoje, depois de ler e estudar sobre o assunto, embora saiba ainda muito pouco, consigo defender em bases sólidas as ações internacionais do Brasil.
Na palestra do vídeo linkado aí acima, Joseph Nye, especialista em relações internacionais (vale uma busca no Google pra quem não conhece o cara) fala das novas relações de poder e suas idiossincrasias. Ele critica a noção precipitadamente difundida de declínio dos EUA no cenário global e justifica suas teses a partir do conceito de poder. Na verdade, a partir de conceitos mais amplos e diversificados de poder.
A ideia de smart power por ele cunhada aponta a saída para os problemas nas relações globais do século XXI, em que o Estado é mais um ator entre vários no cenário global.
Nye esclarece o porque de não devermos esperar o fim da História ou o declínio do Estado na esfera global e nos alerta para as possibilidades de um futuro melhor através do exercício do smart power. Explica didaticamente como há alternância e difusão de poder ao longo da História, o que enfraquece as teorias alarmistas que surgem de tempos em tempos acerca de ameaças de guerra e outras catástrofes na arena internacional.
Influência e inteligência, soma positiva no lugar de um jogo de soma zero - eis aí o caminho para um futuro melhor para todos, em que cada ator poder contribuir e ganhar independentemente de seu tamanho e recursos tradicionais de poder (hard power ou soft power), seja ele um Estado, uma organização, uma corporação, etc.
E não é esse jogo de soma positiva que o Brasil vem tentando já há muitos anos em suas relações com o mundo? Diversificando parcerias, agindo pragmaticamente, pregando a não-indiferença... é o Brasil exercendo o smart power mesmo sem alguns dos recursos tradicionais de poder. Os exemplos das ações internacionais brasileiras que ilustrariam o conceito de Nye são inúmeros, a despeito da crítica mesquinha no âmbito interno.
Orgulho é o que sinto. E uma vontade imensa de fazer parte disso de forma cada vez mais ativa!

Diversão pra gente grande

Tifosi alvoroçados pelo mundo: Foi inaugurado hoje o Ferrari World , primeiro parque temático da Scuderia! Não gosto de parques e menos ainda de montanhas russas... Mas na Formula Rossa, que atinge incríveis 240Km/h acho que eu iria.
Programinha bem interessante pra umas férias, não? ;-)

quarta-feira, novembro 03, 2010

Filosofia, por Quino

Eu adoro as tiras da Mafalda. Li em poucos dias o "Todas" em espanhol quando o ganhei do Dudu. Aliás, o apreço pela Mafalda foi uma das coisas que nos aproximou... era um dos nossos assuntos favoritos nos tempos em que frequentávamos o Beb's, muito antes de eu reparar naquele par de coxas e naquelas covinhas, e decidir que me casaria com o conjunto todo.
Pessoas que também conhecem, leem e gostam de Mafalda sempre galgam degraus no meu conceito.
O Fernando, meu padrinho goiano favorito (de quem descobri recentemente que também vou ser madrinha! :-]) me enviou de presente um calendário de mesa da Mafalda, que tem uma tirinha por dia. Além de começar o dia mais feliz, ele me deixa muito mais sábia! São doses diárias da mais pura e elevada filosofia...
Deixo aqui alguns exemplos de sábias palavras escritas por Quino e proferidas por Mafalda e sua turma:

Sobre discos voadores: ¿Y porqué habiendo mundos más evolucionados yo tenía que nacer en este?


Sobre a vida: ¿Nosotros llevamos una vida decente, mamá? ¡Por supesto! ¿Y hacia dónde la llevamos?


Sobre o mundo: Este mapamundi tiene muy lindos colores... Hay países rosados, anaranjados, verdes, amarillos, lilas,... Países todos en tonos muy bonitos... Que nada tienen que ver con el color de sus intenciones.
Falando com Deus: Está bien que nos hayas hecho de barro, pero ¿Por qué no nos sacás un poquito del pantano?


Sobre economia: Es una pena que las teorías económicas no incluyan nunca el cálculo de lo que hay que pagarles a otros economistas que vengan a explicarnos teóricamente por qué no economizamos.


Sobre filosofia: "Conócete a tí mismo." Buen consejo. Pero hoy no tengo ganas de andar haciendo turismo por adentro mío.


Desligando o rádio antes de começarem a dar as notícias nacionais e internacionais: Hoy quiero vivir sin darme cuenta.


Brincando com Susanita: Veo-veo. ¿Qué ves? Una cosa. ¿De qué color? Negro. ¿El futuro?


Observando os banhistas na praia: Francamente, aquí el género humano no tiene nada ni de humano ni de género.


Descobrindo a posição da Argentina no globo terrestre: Pero entonces...¡Vivimos cabeza abajo! ¡Dios mío! ¡Creo que a partir de hoy sentiré más apego por este suelo!


Conversando com Felipe: ¿No ves que los países desarollados son justamente los que viven cabeza-arriba? ¿Y eso qué prueba? Que por vivir cabeza abajo, a nosotros las ideas se nos caen!.


Sobre a humanidade: He estado pensando mucho en las funciones del hombre y llegué a la conclusión de que nosotros estamos recién en la matinée de la vida.


Ainda sobre a humanidade: Habria que empezar de nuevo, a ver si sale mejor.


Sobre a vida em outros planetas: Lo sorprendente es que haya vida en este planeta.


Sobre os papéis sociais na família: En esta familia no hay jefes; somos una cooperativa.


Susanita, pedindo um conselho a Mafalda: Decime,... ¿Qué puedo hacer con una personalidad tan interesante como la mía?

segunda-feira, novembro 01, 2010

Daqui a 2014

Confesso, hoje, que foi com pouco entusiasmo que votei em Dilma. Embora fosse ela a representante do projeto que eu quero e acredito para o país, não tive plena convicção ao apertar 13+confirma, como tive há 4 e há 8 anos. Desta vez, meu voto foi mais contra uma proposta que repudio do que de apoio à candidata que personificava minhas ideologias e esperanças.
Terminada a votação, passei a acompanhar a apuração dos votos e qual não foi minha surpresa ao perceber-me feliz com o resultado que se desenhava. Uma certa empolgação ia crescendo à medida em que me dava conta do que realmente o povo havia escolhido. Dilma, mais do que uma candidata, era um plano de ação para o país. Os eleitores não decidiram apenas quem vai presidir o Brasil, como eu supunha; eles optaram pelo caminho a ser seguido, o futuro que esperam e acreditam. E esse caminho é o do desenvolvimento e do pragmatismo.
O povo brasileiro me tirou de uma inércia de relativa descrença e pessimismo. Dilma, com seu  primeiro discurso de presidenta eleita, me ajudou a entender que o povo sabe escolher uma proposta mais do que uma personalidade. O povo escolheu não o carisma de Lula, mas a mudança de vida que lhes foi proporcionada e que está ainda em andamento.
Se do ponto de vista macroeconômico e da política externa temos políticas de Estado e não de Governo e, efetivamente não haveria muita diferença entre Dilma e Serra, do ponto de vista interno a diferença é expressiva.
Em seu discurso, que pretendo guardar para reler de tempos em tempos e comparar as promessas com as ações, Dilma conquistou minha confiança. As ideias simples nele delineadas se coadunam com o que acredito e com o que espero para a política brasileira. de longo prazo, não apenas para os próximos 4 anos.
Cito alguns pontos que me chamaram atenção no discurso e me devolveram a vontade política. Pontos que pretendo observar com atenção se estão de fato sendo cumpridos:
  • Compromisso com um governo para todos, independentemente das posições políticas.
  • Luta pela igualdade de acesso para homens e mulheres, fazendo disso algo cotidiano.
  • Defesa da democracia, do direito à expressão, da liberdade, dos direitos humanos e da Constituição.
  • Erradicação da miséria e promoção da igualdade.
  • Convocação de todos, seja do poder público, seja da sociedade civil, a participar ativamente na construção de uma realidade mais justa.
  • Busca pelo desenvolvimento do país e pela maior inserção global do mesmo.
  • Reconhecimento da participação e do empenho do povo na edificação de uma nação forte.
  • Promessa de continuidade e comprometimento com a política macroeconômica que vem melhorando a imagem externa do país.
  • Cuidado e atenção com a melhoria do serviço público, com a saúde e a educação, bem como com o desenvolvimento sustentável, não apenas em bases ambientais, mas também sociais.
  • Valorização do capital e do trabalhador nos mais diversos níveis.
  • Comprometimento com a distribuição mais igualitária de riquezas.
  • Respeito às diferenças.
  • Transparência e qualidade na administração pública.
  • Reconhecimento aos esforços tanto de aliados como de opositores.
  • Superação da imagem de Lula e desejo de governar de maneira própria, espelhando-se e não abrigando-se comodamente a sua sombra, avançando no que ainda está incipiente ou sequer começou.
Esses são os pontos que me fizeram acreditar no governo de Dilma, que me convenceram de sua forte personalidade e de que será um governo de continuidade, sim, mas de um projeto e um ideal levados a cabo de maneira própria. Maneira que conheceremos ao longo dos próximos 4 anos e que poderemos legitimar ou não, como sói acontecer nas verdadeiras e maduras democracias. 
Sugiro a todos que também guardem esse discurso, avaliem e cobrem sua materialização durante o mandato de nossa presidenta. É o que pretendo fazer.

domingo, outubro 31, 2010

Sugestões para o dia das bruxas!

Depois de votar consciente, hoje também é o dia das bruxas e deve ser comemorado! Aliás, acho que o TSE foi tendencioso ao marcar eleições para o dia de hoje, havendo um vampiro entre os candidatos.

Deixo aqui algumas sugestões de filmes apropriados para a data:

1 - O iluminado
Claro, né? Cláaassico! E o melhor filme de terror de todos os tempos.

Para figurar numa lista com Kubrick, ninguém melhor do que Tim Burton, um diretor extraordinário e afeito ao tema. São dele as três sugestões seguintes:

2 - Os fantasmas se divertem
3 - Noiva cadáver
4 - Sweeney Todd

The best for last, a cereja do bolo:
5 - The Rocky horror picture show
Em comemoração aos 35 anos anos do mais divertido e revolucionário musical já produzido, você pode, além de assisti-lo, inspirar-se num dos personagem para, no dia de hoje, bater à porta de alguém interessante propondo "doce ou travessura"... Torcendo pra ele(a) escolher travessura, claro!
                                                                         Trick or treat?

Mas se a pessoa lhe der doces, você pode ser ainda mais direto. Fica aí uma videozinho que serve de teaser e sugestão ;)

sexta-feira, outubro 29, 2010

Yes, I love you!

Para começar o fim de semana devagar e calmamente.... e já na contagem regressiva para o show do próximo dia 15. o/

Não dá!


Sabe o que é pior do que gente que não sabe conversar? Gente que tem sempre algo a dizer. Aposto 2 Tablitos que você conhece alguém assim. Aquele tipo de pessoa que tem sempre uma frase feita, um provérbio, uma pérola da sabedoria popular ou do inconsciente coletivo pra falar em tom solene numa conversa sobre QUALQUER assunto.
Se essa pessoa é seu chefe, seu sogro ou um idoso, por respeito você tem que rir sem graça, abanar a cabeça concordando, fingir de desentendido ou pedir licença pra resolver algo de suma importância de que você acabou de se lembrar. Mas a vontade mesmo é de ser o Saraiva, não é? Dar a merecida resposta curta e grossa.
Alguns exemplos de comentários que merecem que você incorpore o Saraiva:


  • Numa conversa sobre como o Messi é bom jogador, a pessoa diz que o futebol não é mais aquele. Bom mesmo era o tempo do Pelé, Garrincha, Tostão... Aquilo sim era futebol arte!
  • Numa argumentação, você embasa seus argumentos num artigo interessante que vai contra as opiniões de seu interlocutor e este defende o ponto de vista dizendo que o papel aceita tudo.
  • Duas pessoas discutem empolgadas sobre o jogo de equipe e vem o desavisado dizer que não assiste mais às corridas, pois desde a morte do Senna a Fórmula 1 perdeu a graça.
  • Você está se esforçando pra explicar a necessidade de escolher um dos dois candidatos, mesmo sem empolgar-se especialmente por nenhum deles, e o infeliz responde: Político é tudo igual. Qualquer um que entrar lá vai roubar mesmo...
  • Apesar de ser ateu, você diz apenas que não tem religião, sabendo que muita gente se sente ofendida pela falta de fé em Deus alheia. Mesmo assim é obrigado a ouvir que ninguém é feliz sem uma religião.
  • Seu irmão pegou seu carro sem pedir. De manhã você vai sair pro trabalho, encontra o vidro aberto e o carro alagado depois de uma noite de chuvas torrenciais. Você chega atrasado no escritório, puto da vida e ainda molhado pelas sombrinhas dos outros passageiros no metrô lotado. Sua secretária lhe diz sorrindo que é pra você relevar, porque família é tudo na vida.
  • Depois de um dia estressante, você, apesar de não beber, vai pra um boteco com os amigos. Nada como um papo entre amigos pra descansar a cabeça. Você pede seu chá gelado e reclama de leve, só pra aliviar a tensão. O amigo do amigo, que apareceu pela primeira vez, insiste 58 vezes pra você tomar uma cervejinha pra relaxar.
Conheço um cara que tem uma bela resposta padrão para esses momentos: VAI TE CATAR!

Obs: Essas situações são todas fictícias. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência!

segunda-feira, outubro 25, 2010

He drives a red car

É assim que um domingo deve ser!

E ainda teve um belo 4x3 pra terminar bem o fim de semana. Muito bem! Em vermelho, preto e branco.

Hoje Chico canta na minha cabeça:

"Eu faço samba e amor até mais tarde
E tenho muito mais o que fazer
Escuto a correria da cidade. Que alarde!
Será que é tão difícil amanhecer?
Não sei se preguiçoso ou se covarde
Debaixo do meu cobertor de lã
Eu faço samba e amor até mais tarde
E tenho muito sono de manhã."

segunda-feira, outubro 18, 2010

Boogie!

Clique aqui e ouça enquanto lê.

O Maurício Tobias* e o exagerado hedonismo da disco music me afastaram do estilo musical e das pistas. O rock sempre teve mais apelo pra mim e sempre fez mais sentido ouvir música com conteúdo. Mesmo o rock bubble gum de letras como "I wanna rock n' roll all night and party every day" me atrai mais do que a dance music em geral.
Depois de assistir a espetáculos como The Complex Rock Tour e Fuerza Bruta, me lembrei do quanto é bom se jogar na pista. É claro que é ótimo dançar naquela festa de casamento do amigo ou na sua formatura. Mas dançar ao som de YMCA e Dancing Queen com suas tias não é o mesmo que ir a uma boate e dançar a noite inteira, sem o risco de ver o sogro descendo na boquinha da garrafa porque o dj tem que agradar todo mundo e toca todos os estilos.
No último sábado saí pra dançar. Só isso. Não era aniversário, despedida de solteiro, formatura ou casamento de ninguém. Simplesmente saí de casa pra ir a uma boate dançar. Nem me lembro da última vez que havia feito isso.
Já há algum tempo Donna Summer, Barry White, Prince, The Jacksons, Daft Punk, Moloko, Kraftwerk e outros voltaram a tocar no meu ipod e no meu itunes, onde descansavam em paz e só estavam ali por uma consciência de sua importância musical. No entanto, foi só no último sábado que resolvi ir pra pista.
Como é catártico, não? Libertador mesmo. Não é exagero. Muito bom fazer algo só porque deu vontade. Não pelo prazer de aprender, de sentir, de ver, de conhecer, de observar, de entender, de experimentar... Só pelo prazer. O prazer hedonista de que falam as letras da disco music.
Para os rockers que ainda têm preconceito e não têm coragem de se jogar na pista, assistam o Music Land do Prince e o Moda & Música (disco e eletrônica), do canal FTV. Tenho tentado me libertar de algumas vendas que eu mesma me coloquei e me abrir pra coisas que podem até não fazer tanto sentido quanto as que escolhi por identificação, mas também não são ruins e podem até gerar muita satisfação. Axé e Raul Seixas não dá pra encarar. Mas Michael e Madonna não são tão apreciados pelo mundo todo sem razão, não é mesmo?
Viva o Studio 54 e a Warehouse!!!

* Maurício Tobias é um professor de jazz de BH, que foi uma semi-celebridade local nos anos 80/90. Responsável pelas coreografias mais panteras já vistas, não era muito admirado por bailarinos clássicos como eu. 

quarta-feira, outubro 13, 2010

Ole, ole, ole ole... Pixies, Pixies!


O melhor show de rock da minha vida! Até o momento...
Sabe aquela banda da sua adolescência que você nunca parou realmente de ouvir? É o Pixies pra mim. Presença constante nas minhas playlists, não a considero a melhor ou maior banda de todos os tempos. Não tem as melhores letras, as que mais me emocionam. Mas tem uma sonoridade que sempre me empolga, que me deixa mais feliz e me faz cantar junto.
A banda acabou, a Kim Deal formou uma nova banda - Breeders, que era até legal, mas tava looonge de ser um Pixies. A banda voltou para alguns shows, tocou em Curitiba e eu acabei não indo. Agora estão em tour, mesmo sem um álbum novo. O show é composto de hits, mais ou menos como o Police fez.
A escolha era vê-los no SWU em Itu, ou em BsAs num show exclusivo da banda. Não tive dúvidas... era a melhor desculpa de todas pra voltar à capital portenha, uma das minhas cidades favoritas no mundo. Não que eu conheça muitas...
O show de BsAs não foi muito maior que o do SWU - teve apenas 4 músicas a mais, mas teve um público apaixonado, que estava ali exclusivamente pra ver o Pixies. E se tem uma coisa que o argentino sabe ser é apaixonado. É uma experiência impagável assistir a um show de rock na argentina.
Pulando o tempo todo, esgoelando todas as músicas com as mão pra cima e realmente vivenciando o momento. É isso o que vi e do que fiz parte no Luna Park no último dia 6. Muita diversão do público, muita diversão da banda no palco. Todo mundo se dedicando 100%.
O show não tem firula, não falação com o público, não tem pirotecnia ou super produção nenhuma. Tem músicos tocando rock com competência e com uma facilidade de impressionar. Tem um público que conhece o repertório, se empolga e se delicia com cada música do set, feliz por estar ali e poder aproveitar a oportunidade de ver o Pixies ao vivo. Simples assim.
Já vi U2 2 vezes. É uma experiência extraordinária. O público é composto por fiéis e o show parece um culto evangélico. Pelo menos aqui abaixo do Equador. Os caras vêm pouco por aqui e os fãs esperam muito pela oportunidade de vê-los. Os ingressos são caros e disputados. O espetáculo é grandioso, muito produzido, repleto de tecnologia, fascinante de ver e de ouvir. Bono é um pastor que conduz seus fiéis ao delírio, prega suas crenças e espalha seus valores pelo mundo. É um messias. Mas não é um show de rock. É uma superprodução pop, com músicos bons, mas não extraordinários. As músicas são boas, conhecidas, muitas empolgantes, algumas baladas, algumas com certo cunho político ou humanitário. É um espetáculo, não um show de rock.
Já vi Police 2 vezes. O público em Amsterdã era frio, quase blasé. O público do Rio era empolgado, grato, feliz e animado. Os três no palco... é difícil descrever com palavras. Músicos excepcionais, tocam como se estivessem tomando um café com a família na cozinha: algo natural, sem esforço. Sting é um guru, que faz com o público o que ele quiser. É alucinante cantar todos aqueles hits da adolescência de novo, junto com a banda e com dezenas de milhares na mesma vibe. É uma experiência transcendental. Mas não é um show de rock. É trabalho. A banda está trabalhando. Com a maior competência que já vi, mas trabalhando. Pode até se divertir eventualmente, mas está trabalhando. Tem uma sobriedade que não cabe num show de rock.
Já vi o R.E.M. O público canta junto os vários hits e até as músicas do álbum que estava sendo lançado. Michael Stipe hipnotiza a plateia e conduz o show como quer. A banda se diverte, interage com o público, fala de política, da experiência de estar ali, dança e curte junto. É um puta show de rock!!! Mas tem uma galera MTV, que tá ali porque conhece alguns hits do rádio e não se entrega totalmente. Não conhece bem o trabalho da banda e não pula o tempo todo, se emociona e se empolga o tempo todo. É uma minoria, mas tá ali, nos cantos, sem se empolgar com as músicas novas entoadas apenas pelos fãs de verdade. Mas é um puta show de rock!!!
Já vi Bad Religion nem sei mais quantas vezes. Os caras são mais low profile no palco, mas se divertem muito, interagem com a plateia. O público se entrega, pula, dança, canta hinos. É o que um show de hard core deve ser. Mas tem sempre uns meninos que estão ali porque se dizem punk rockers e todo punk rocker deve ser devoto do Bad Religion, a maior entidade do hard core. Em alguns anos, esses meninos vão largar seus skates, seus cabelos não serão mais coloridos e os álbuns do BR (se é que os teem) serão relíquia empoeirada em alguma prateleira. É um puta show de Rock!!! Obrigatório e pra se ver quantas vezes for possível. Mas não é uma once in a lifetime experience
A lista seguiria por muitos e muitos parágrafos, mas acho que esses quatro são os que merecem maior destaque pela grandeza e importância das bandas.
Então chegamos ao Pixies. Se Frank Black não é nenhum messias ou guru, se não hipnotiza a plateia, se não é uma banda emblemática e longeva, que influenciou todas as demais de um estilo... por que foi o melhor show de rock da minha vida? Porque foi pura diversão, exposição de competência musical e conforto com o que faziam no palco. Porque, sem nenhum esforço, a banda curtiu aquele show junto com seu público. Porque o público era apaixonado, sintonizado com o grupo, animado, empolgado, grato e totalmente entregue. Não foi uma experiência coletiva, como o Police. Não foi um delírio coletivo, como o U2. Mas foi uma soma de experiências individuais de alegria e gratidão, de pura felicidade. Cada um experimentando e vivendo à sua maneira cada música, como se tivesse esperado a vida inteira pra ouvir aquela música ao vivo. Uma soma de entrega total! Isso foi o Pixies em Buenos Aires. Boa música, qualidade técnica, venue sensacional, vários hits entoados coletivamente, alegria e muita, muita diversão. Tudo o que se pode esperar de um show de rock.

sexta-feira, outubro 01, 2010

Vacaciones

Já estou de malas prontas (quase!) e parto amanhã para a minha semana de descanso (ã-hã) em terras dos hermanos.
Enquanto curto futebol e rock n' roll no frio do sur, por favor, votem consciente! Comportem-se na minha ausência e não façam nada de que vocês possam se arrepender, ok?
Em alguns poucos dias estou de volta pra me dedicar 24/7 ao Barão, que se revela mais exigente a cada dia.
Hasta pronto, chicos!!!!

quinta-feira, setembro 30, 2010

O Barão, o chefinho e nosso transatlântico chamado Brasil

João Daniel, o melhor professor de História do país, escreveu um excelente artigo para a Folha, no qual compara os modelos de política externa do Barão - meu grande ídolo - e nosso atual Ministro das Relações Exteriores. Não é pouco o que fizeram esses dois chanceleres pelo nosso país, elevando-o à categoria de ator de relevo no cenário internacional.
Se gozamos atualmente de credibilidade, respeito e voz ativa nos foros multilaterais, devemos muito disso a esses dois diplomatas.
Leia o artigo! Tenho certeza de que vai fazê-lo pensar duas vezes antes de proferir frases como "só no Brasil mesmo!" ou "Se fosse lá fora..." Seu país está com tudo e não está prosa, meu caro leitor! E não é de hoje.
Escute meu chefinho e pare com esse complexo de vira-latas injustificado! Conheça a história e as razões para as escolhas e atitudes do Itamaraty, antes de sair por aí reproduzindo as bobagens que escuta na TV. "Cuidado, senhores!" - como diria Paulo Afonso, meu professor de Política Internacional cheio de sotaque.
O Barão, elegantemente palestrando alguém.

quarta-feira, setembro 29, 2010

I just can't get enough of Hank Moody

Já sinto saudades de Hank Moody... Mas agora é só em 2011.
Se você é mulher, diga que não quer encontrar esse bad boy por acaso num bar...
Se você é homem, diga que não queria ser esse bad boy, por um dia que fosse...
Há algo nessa indecência, nesse hedonismo, e nesse amor pela vida (e por tudo e por todos, rá!) que encanta!
Com vocês, o que está por vir:

segunda-feira, setembro 27, 2010

O protesto contra-ataca

Outro assunto importante que não abordei no post sobre as desinformações eleitoreiras: o voto de protesto.
Mais uma vez o blog Papo de Homem vem nos socorrer com esse excelente post. LEIAM! E, por favor, votem consciente... certo ou errado, mas consciente. ;)

E quem um dia irá dizer que não existe razão?

Boa parte da imprensa "verde-amarela, eu sou brasileiro e não desisto nunca" não hesitou em julgar e condenar culpada a Ferrari ao ordenar a Massa que deixasse o companheiro de equipe ultrapassá-lo no GP da Alemanha deste ano. O caso gerou polêmica e muita discussão em todos os programas esportivos e poucas foram as vozes lúcidas em terras brasileiras. O coro quase unânime era de "joga pedra na Geni!".
Lembraram do fatídico incidente em 2002 quando outro incauto brasileiro foi terrivelmente injustiçado no GP da Áustria em favor do abjeto alemão, vilão mor da F-1, responsável por todas as mazelas da nobre e admirável carreira de Rubens, o pobre coitado que nunca conseguiu ser e sempre poderia ter sido... Não fosse a equipe, não fosse o carro, não fosse o malvado, não fosse...
O veredito em uníssono: culpada! Não se faz jogo de equipe, sua escuderia desprezível! Até que alguém no fundo da sala levantou a mão e perguntou baixinho: Mas... e o GP do Brasil em 2007? Ah, bom... aí pode, né? É que valia título. Dúvida não esclarecida, a mão levanta-se novamente. Outra pergunta: Mas... e o GP da China em 2008... com brasileiro se beneficiando pode? É... Bem... Veja bem... É que... Tinha chance de título, sabe como é...
As chances de Alonso são remotas demais, dizem os exaltados brasileiros que se sentem injustiçados. Foi vilania da Ferrari, que não tem chances reais no presente campeonato e faz um absurdo desses com o Felipe, bem no aniversário de seu acidente, abalando sua confiança e tirando dele 7 pontos que de nada servirão ao espanhol!
Bem, espero que os acusadores reparem bem na tabela do campeonato hoje. Alonso está em segundo lugar, a 11 pontos do líder. Atenção: 11 pontos, não 18! E soma 9 pontos a mais que o terceiro colocado. 9, não 2. Massa tem 128 pontos e ocupa a sexta colocação. Não tivesse havido o jogo de equipe, Massa somaria 135 pontos e estaria... Na sexta colocação. Dá pra entender? Não é difícil.

quinta-feira, setembro 23, 2010

Spring time... vamos ficar felizes!!!

Tulipas e Cure para começar a melhor estação do ano!!! É... eu sei que as tulipas já se foram dos trópicos - são sensíveis ao calor, as fofas. Mas são as flores de que mais gosto. E hoje é um dia perfeito para ficar feliz, levantar-se e ir! Uma ótima primavera a todos!


it's a perfect day for letting go
for setting fire to bridges
boats
and other dreary worlds you know
let's get happy!
it's a perfect day for making out
to wake up with a smile without a doubt
to burst grin giggle bliss skip jump and sing and shout
let's get happy!

but it's much to late you say
for doing this now
we should have done it then
well it just goes to show
how wrong you can be
and how you really should know
that it's never too late
to get up and go

it's a perfect day for kiss and swell
for rip-zipping button-popping kiss and well...
there's loads of other stuff can make you yell
let's get happy!
it's a perfect day for doing the unstuck
for dancing like you can't hear the beat
and you don't give a further thought
to things like feet
let's get happy!

but it's much too late you say
for doing this now
we should have done it then
well it just goes to show
how wrong you can be
and how you really should know
that it's never to late
to get up and go

kick out the gloom
kick out the blues
tear out the pages with all the bad news
pull down the mirrors and pull down the walls
tear up the stairs and tear up the floors
oh just burn down the house!
burn down the street!
turn everything red and the beat is complete
with the sound of your world
going up in fire
it's a perfect day to throw back your head
and kiss it all goodbye

it's a perfect day for getting wild
forgetting all your worries
life
and everything that makes you cry
let's get happy!
it's a perfect day for dreams come true
for thinking big
and doing anything you want to do
let's get happy!

but it's much to late you say
for doing this now
we should have done it then
well it just goes to show
how wrong you can be
and how you really should know
that it's never too late
to get up and go

kick out the gloom
kick out the blues
tear out the pages with all the bad news
pull down the mirrors and pull down the walls
tear up the stairs and tear up the floors
oh just burn down the house!
burn down the street!
turn everything red and the dream is complete
with the sound of your world
going up in fire
it's a perfect day to throw back your head
and kiss it all goodbye

quarta-feira, setembro 22, 2010

Bergamota's day - revisto e atualizado

Terça-feira é dia de Bergamota's day no La Tosqueria. Agora que ele está hypado e ganhou o mundo, achei por bem escrever este post para manter atualizados e informados os fãs do acepipe. Muito aconteceu desde a publicação da ata inaugural.

A origem

A bergamota sofria de forte preconceito por impregnar nas mãos dos apreciadores seu forte perfume a um tempo adocicado e cítrico. Povos nórdicos abominavam a fruta pela característica supracitada, e ainda pela forma como por vezes é vendida: em sacos amarelos em forma de rede, o que lhes parecia coisa de gente, digamos, menos favorecida.
Imbuído de generosidade e seguindo a filosofia do bar onde o Bergamota's day teve origem, o chef Gustavo Lavalle uniu a tosquice e a simplicidade da bergamota à sofisticação do manjericão – ingrediente de fino paladar, mas pouco aproveitado na culinária e, principalmente, na mixologia molecular. O manjericão, antes relegado a coadjuvante nas pizzas marguerita e nas saladas caprese, ganhou o mundo dos coquetéis. Afinal, é como sempre nos advertiu a Fêfa: tudo com manjericão é bom!
Três mulheres visionárias descobriram a delícia e criaram o Bergamota's day, para celebrar a bebida que mais tarde dominaria o globo e exerceria importante papel no desenvolvimento sustentável do planeta, bem como colocaria Cuba de volta no mapa da economia mundial, salvando a população autóctone da ilha caribenha.
                                           Nasce o evento

O mundo se rende

Em suas viagens pelo mundo, as três fundadoras do Bergamota's day levaram o drink para fora dos limites do La Tosqueria. Primeiro foi Betim, depois Buenos Aires, hoje a bebida é apreciada nos mais remotos confins do globo. Foi criada a WCO (sigla em inglês para Organização Mundial da Bergamota – World Clementine Organization), que emite o selo Latosca para empresas que pretendem fabricar e comercializar o produto, garantindo a qualidade, exigindo os padrões de preparo e verificando os resultados sociais que o produto deve obter.

O legado

Há exigências para ser um membro da WCO. A bergamota e o manjericão devem ser orgânicos e produzidos de forma sustentável, por produtores locais, contribuindo para diminuir a poluição causada pelo transporte e melhorando a qualidade de vida das comunidades envolvidas na produção. Isso também garante a qualidade e o sabor do produto, e o bem estar dos consumidores.

Avenida central de San Isidro, onde é realizada a Bergamota Parede

Na Argentina, por exemplo, a bergamota que abastece a capital portenha é produzida em San Isidro, um município da Grande Buenos Aires que realiza, todos os anos, a Bergamota Parede, numa avenida no centro da cidade que é totalmente arborizada com pés de bergamota. A Bergamota Parede encerra a Bergamota Week, que acontece no país inteiro. Esse evento se inicia com a apresentação da ópera La Tosca no Teatro Colón e presenteia os participantes com diversas palestras e degustação do drink ao longo de toda a semana.
Fefê em San Isidro, na ocasião da primeira Bergamota Week, onde ministrou a palestra “De Gata Borralheira a Cinderela – a bergamota como instrumento para um mundo mais sustentável e glamouroso”

A primeira Bergamota Week foi fundamental para consolidar o drink como nova tendência da mixologia e torná-lo conhecido em todo o mundo. Mais do que promover a sustentabilidade através da bergamota e do manjericão, a bebida ter-se tornado um hit serviu para abrir a economia cubana, já que deve ser preparada exclusivamente com o rum original da ilha. O único entrave para tornar Cuba definitivamente uma economia de mercado e ter o país de volta à OEA é a recusa em morrer dos irmãos Castro que, infelizmente, gozam de uma saúde irritante. No entanto, o progresso já chegou ao país e a população já vive como se estivesse no início da década de 90 do século passado. A WCO espera que, até 2015, Cuba já esteja definitivamente no século XXI.
Polly em San Isidro, minutos antes de ministrar a palestra “Mercosul e Cuba – uma parceria etílica rumo à abertura econômica e mercadológica”

O drink também teve efeito sobre a economia mundial, uma vez que seus ingredientes, hypados, agora estão em perfumes (212, Gucci Rush, Angel), na culinária e na arte coqueteleira. O manjericão extrapolou de vez os limites da culinária mediterrânea e está presente em drinks sofisticados nos mais badalados bares do planisfério. A bergamota é encontrada na mesa dos restaurantes mais disputados da Europa, inclusive nos países nórdicos.

O presente e o futuro

Os filhos, cria-se para o mundo. A três idealizadoras do Bergamota's day atualmente mal têm tempo para participar do evento original que ocorre todas as terças-feiras no La Tosqueria, detentor dos direitos sobre a marca. O evento não é mais nosso. É de todos os que o frequentam e contribuem para levá-lo a um número cada vez maior de fãs e apreciadores.
Hodiernamente, o drink é preparado com perícia pelo Elisson (e o aprendiz supera o mestre!). Se você pedir com carinho, ele ainda coloca belos arranjos de manjericão no copo!
Tendo elegido o Bergamota como o drink do coração, cada uma de nós tem projetos paralelos  e individuais para a promoção de outras bebidas do cardápio latosquiano.

La Fêfa

Formadora de opinião e sinônimo de glamour, promove e defende dois drinks diferentes:
  • Caipi Latosca é à base de maracujá e representa bem o que é essa fruta, conhecida como a fruta da paixão em outras línguas (Passion fruit, fruit de la passion).
  • Wallpaper é um drink caliente, que traduz a latinidade em seu sabor apimentado.
A intenção é elevar o maracujá à categoria de fruta glamourosa que ele merece, bem como recolocar a pimenta como especiaria preciosa que já foi nos tempos das navegações europeias para as índias. Mas não é só com o glamour que La Fêfa se preocupa. Ela também pretende ajudar a Rússia a enfrentar e superar a crise, recuperar-se das recentes queimadas e retomar seu lugar de potência. Por isso seus dois drinks escolhidos são à base de vodka.

La Laura


               Laurinha, a obra e o autor! Melhor não interpretar essa cara do Gustavo...

Como única componente loira do grupo, não podia ser diferente: promove a cerveja! Luta contra a banalização dessa bebida tão difundida por todo o mundo, mas nem sempre apreciada da maneira devida – beeeeem gelada. Encontrou no La Tosqueria a parceria ideal para iniciar o movimento, uma vez que no bar a loira está sempre geladíssima.
Também produz e fornece ao bar a melhor cachaça do mundo, e a que tem a melhor relação custo/benefício – Rumo do Poeta – para ser apreciada sem moderação.

La Polly

Sofisticada e cosmopolita, acredita que Londres ainda é a capital do mundo (“Yes, London. You know: fish, chips, cup 'o tea, bad food, worse weather, Mary fucking Poppins... LONDON”). Tem no Império Britânico algumas de suas maiores referências: britpop, Blur, The Clash, Beatles, Rolling Stones, Sex Pistols, Royal Academy of Dance e, claro, o chá. Por isso e pela referência ao livro com a história do punk (um de seus estilos musicais favoritos), aprecia e indica o drink “Mate-me, por favor”. Pretende resgatar a desgastada e mal interpretada imagem do punk, atualmente muito associado (erroneamente) às bandinhas emo de nomes gigantescos.

Qual é o som do gosto?

Como tudo o que é bom tem trilha sonora, aqui vai a lista de músicas para deleitar-se com cada uma das delícias:

Cerveja: Louras Geladas – RPM (cláaassico!)
Rumo do Poeta: Marvada Pinga – Inezita Barroso (cláaaaaaaaaaaassico! Presente nos sets do Dj Robinho. Quando o vir comandando as pickups, é só pedir!)
Mate-me, por favor: Streets of London – Sex Pistols (hino!)

terça-feira, setembro 21, 2010

Utilidade pública

Eu tenho certeza de que todos os que chegam aqui no Quiche são amplamente esclarecidos no que concerne ao processo eleitoral brasileiro. No entanto, ouvimos um monte de gente falando bobagens por aí, que são exaustivamente repetidas na rua, nas nossas caixas de entrada de e-mail, no twitter, em blogs e até - pasmem! - na imprensa.
Resolvi então escrever aqui sobre 2 coisinhas fundamentais para o eleitor consciente: o tão falado (e pouco conhecido) Projeto Ficha Limpa e os polêmicos votos brancos ou nulos.
Existem 2 tipos de votos nas eleições: os válidos e os inválidos. Válidos são todos aqueles em que o eleitor digitou o número de um candidato existente e apertou "confirma". São esses votos os considerados para o resultado das eleições. Votos inválidos dividem-se em 2 sub-tipos: brancos ou nulos. Na prática, para o resultado final, eles são uma coisa só - votos inválidos. Esses votos não vão pra ninguém, sejam eles brancos ou nulos.
Então votar branco ou nulo tanto faz? Sim. É inócuo? Não. Votar branco ou nulo realmente não tem diferença pragmática, mas faz diferença, sim, no processo eleitoral, uma vez que diminui o número de votos válidos, tornando mais fácil atingir a metade+1 necessária, por exemplo, para que não haja segundo turno. Não haver segundo turno é ruim? Opinião pessoal: sim, já que enfraquece o processo democrático, reduzindo o tempo para eleitor conhecer as propostas dos candidatos mais fortes. Isso para os cargos executivos, para os quais há segundo turno.
Para os demais cargos, acontece o mesmo problema de diminuir o número de votos válidos, facilitando que se consiga o total necessário para eleger-se, já que - mais uma vez - apenas os votos válidos são considerados para o resultado.
Ainda sobre os votos nulos, é comum ouvir por aí que se houver 50%+1 de votos nulos o processo eleitoral é invalidado e novas eleições, com novos candidatos, são convocadas. Mentira. O que o código prevê é que novas eleições são realizadas em caso de nulidade de mais da metade da VOTAÇÃO. Nulidade aqui refere-se a votos realizados de forma irregular - fora do horário/local, por exemplo.
Quanto ao Projeto Ficha Limpa, deixo aqui um link para que vocês leiam um texto excelente e esclarecedor. Dou apenas informações básicas:
- o candidato não se torna inelegível "para sempre", mas por um período determinado.
- não é qualquer tipo de crime que torna o candidato inelegível (o Netinho é candidato a Senador por São Paulo, lembra?).
- a denúncia por um tribunal já torna o candidato inelegível, não é necessária a condenação.
Meus amigos, o mais importante é informar-se. Leiam fontes confiáveis. Não sejam preguiçosos, achando que e-mails apaixonados, twitts, posts de amigos defensores da democracia são fontes fidedignas de informação. Bebam na fonte, buscando o projeto, lendo-o, conhecendo-o. Leiam o Código Eleitoral - pelo menos a parte relativa ao que vocês acham que não sabem bem ou não estão suficientemente informados a respeito. Nada que uns minutinhos de Google não resolvam...
Isso é fazer a sua parte. Ficar por aí arrotando que político não presta é muito fácil. E você... É um eleitor que presta?