sexta-feira, maio 21, 2010

Timbuktu


Sempre falei que ele tinha vindo do "Pet Sematary" por causa da aparência, digamos, desarrumada.
Hoje ele foi picado por uma cobra e vai para Timbuktu.
Vou sentir muita falta do cão mais sistemático que já tive... but... every life must end...

quarta-feira, maio 19, 2010

To Hillary, with love.

Got Some

Every night with the lights out, where you gone?
What’s wrong?
Everytime you can try but can’t turn on
Your rock song

Got some if you need it

Get it now / get it on / before its gone
Let’s everybody carry on, carry on

Get it now / set it off / before its gone
Get everybody, carry on carrying on

Precipitation, which side are you on?
Are you on the rise? Are you falling down?

Lemme know, c’mon let’s go yeh!

Got some

Get it now / get it on / before its gone
Lets everybody carry on, carry on

Turn it up / set it off / Before we’re gone
Let’s everybody get it on, get it on

This situation, which side are you on?
Are you getting out? Are you dropping bombs?
Have you heard of diplomatic resolve? Yeh!

Precipitation, which side are you on?
Are you on the rise? Are you falling down?
Lemme know, c’mon let’s go

Get it now / Get it on/ Before it’s gone
Lets everybody carry on, carrying on

Turn it up / set it off / before we’re gone
Let’s everybody get it on, get it on

Precipitation, which side are you on?
Are you on the rise? Are you falling down?
Lemme know, c’mon let’s go

Got some if you need it
Got some.

segunda-feira, maio 17, 2010

Incongruências em verde e amarelo

A repercussão do acordo assinado pelo Irã sob intermediação do Brasil e da Turquia na imprensa nacional foi maior do que eu imaginava. Política Internacional não costumava ser pauta importante nos jornais. Pelo menos até nosso presidente ser mencionado repetidamente na imprensa internacional, receber prêmios, elogios de chefes de Estado; até nosso país merecer matérias especiais em publicações como The Economist ou ser colocado ao lado de outros países emergentes em grupos como os BRICs por renomado economista - estrangeiro, claro!
Entendo que tenhamos extensa história de problemas internos, e que questões internacionais parecem muito distantes para a maioria da população brasileira.
De uns tempos pra cá, no entanto, a posição do Brasil no cenário internacional vem recebendo a atenção da imprensa e o interesse da população, digamos, "mais informada". Discute-se a postura brasileira em almoços familiares, em mesas de botecos frequentados por "meio intelectuais, meio de esquerda", em blogs, no twitter, na Veja, no Jornal Nacional. E é preciso destacar: com a mesma paixão com que se discute futebol, candidatos à presidência da República e a corrupção na política.
Há motivos para alegra-se com isso. O "povo" está mais interessado, mais informado.
O que questiono é: que tipo de informação a imprensa de massa está gerando? Que tipos de opinião se forma no espectador/leitor "pensante" do Brasil?
Pergunto isso porque as chamadas e reportagens que li hoje sobre o referido acordo mediado pelo Brasil eram, quase todas, em tom de crítica e/ou descrença. Assim como foram as notícias sobre a atuação brasileira no Haiti, sobre os desdobramentos do caso Batisti (ainda inconcluso) ou do caso Sean, sobre o fato de o Brasil emprestar dinheiro ao FMI e, principalmente, sobre o contencioso com os EUA na OMC.
Em todos esses casos o Brasil é tratado pela imprensa genérica e pelo brasileiro genérico (há casos de isenção e de opiniões fundamentadas) como um país pretencioso, metido a dar um passo maior do que suas pernas, ou ainda um país que se mete com questões que não lhe dizem respeito. Há, enfim, muita crítica e falta reconhecimento.
É muito impressionante que o Brasil seja hoje reconhecido pela comunidade internacional como um país-chave, um protagonista, um ator confiável e de relevância e, dentro da nossa pátria mãe gentil, seja considerado uma eterna "república de bananas".
Um país de posturas claras, de orientação precisa e independente - interna e externamente, que busca defender seus interesses e valores. Um país solidário, que luta pelo crescimento e evolução da humanidade, apesar de suas próprias dificuldades e limitações. É esse o Brasil que os brasileiros deveriam ver. O mesmo Brasil que o mundo vem olhando cada vez mais atentamente.
Mas somos a um tempo míopes e hipermétropes. Temos excesso de orgulho por coisas pequenas como o futebol e outros esportes - a melhor seleção, o melhor piloto de F-1. Somos demasiado complexados quanto à grandeza do nosso país em assuntos de suma importância, como política e economia.
Foi risível, por exemplo, como acharam tantos "brasileiros" nas Olimpíadas de Inverno. Um menino nascido em Pernambuco e adotado por suecos ainda recém-nascido, era considerado um representante brasileiro.
O "orgulho de ser brasileiro" se dá por motivos questionáveis e fúteis.
Espero apenas que essa projeção internacional do país, através, principalmente, da diplomacia presidencial, sirva para mostrar ao brasileiro que o país é mais do que samba e futebol. A despeito da ótica distorcida com que isso tudo vem sendo mostrado.

terça-feira, maio 11, 2010

A copa do mundo



É engraçado como a convocação da seleção causa comoção nacional! Tanto alvoroço, ninguém satisfeito, sobram críticas.
Me lembro que, quando criança, uma copa era motivo pra reunir vizinhos e festejar. Era um período muito alegre, de ruas coloridas, as pessoas animadas. A frustração da perda durava pouco. O futebol parecia realmente importante na situação como um todo.
Na adolescência, copa também era motivo de festa. Menos familiares, é verdade. E o futebol importava pouco. Quase nada
Hoje mal me lembro que vai haver uma copa até que ela chegue. Gosto de assistir aos jogos e até torço, sem angústia ou expectativa, pela seleção brasileira. Não pelo que ela apresenta de talento, não porque ela mereça, não porque haja ídolos nas seleções dos últimos anos. Mas porque é divertido ver a alegria das pessoas (que não é a mesma, nem tão grandiosa como era a da minha infância... ou eram meus olhos infantis?). É uma alegria burra, sem razão, pura paixão.
E não é isso o futebol? Paixão e alegria? Não é para nos divertir e entreter? Gosto de futebol e sou torcedora (do Glorioso Clube Atlético Mineiro, não da seleção). Assisto a programas esportivos. Mas ando muito cansada das análises racionais, das opiniões fundamentadas, das estatísticas... como é possível colocar o futebol numa planilha? Como é possível tornar uma paixão em algo tão chato?
Hoje vão pulular os comentários embasados, as análises táticas, os profundos estudos sobre a seleção de Dunga. Eu preciso admitir: não sei nem de quem se trata metade da seleção convocada.
Eu quero ver a copa. E quero torcer. Mais pra que dê tudo certo e não tenhamos que ouvir que foi um erro ter um país emergente como sede, que era previsível que não teriam estrutura para sediar evento tão grandioso... torço mais pelo sucesso da África do Sul como sede. Quem vai ganhar pouco me importa. Que seja uma seleção que apresente beleza, alegria e que se divirta.
Futebol pra mim, hoje, é como esse belo comercial da Pepsi. Boas ideias assim são uma das vantagens que traz uma copa do mundo de futebol.
E a convocação dessa seleção é irretocável!

sexta-feira, abril 30, 2010

Have you any idea why a raven is like a writing desk?

Valeu toda a expectativa! Na quinta-feira, 22, comprei os ingressos para assistir Alice do Tim Burton no dia da estreia, 23.
Que Alice é um livro fantástico, que habita o imaginário de qualquer ser humano vivo do globo, e que qualquer produção áudio-visual baseada nessa obra é quase certeza de sucesso, ninguém duvida.
Que Tim Burton provavelmente nasceu para dirigir essa história, é algo de que estou segura. Terá cumprido sua função social tão longo dirija a sequência - Através do Espelho.
Que Johnny Depp era predestinado a encarnar o Chapeleiro é inquestionável.
Que Helena Bonham Carter é a melhor Rainha de Copas que se podia ter na atualidade é de uma obviedade ridícula.
Enfim, o universo conspirou para unir Tim, Johnny e Helena, só para nos presentear com essa delícia que é o mais recente filme de Alice no País das Maravilhas.
E daí que a Rainha Branca deixa a desejar? Eu quero mais é sair por aí dançando o Futterwacken...

sexta-feira, abril 23, 2010

5th anniversary!



Talvez

Talvez não ser,
é ser sem que tu sejas,
sem que vás cortando
o meio dia com uma
flor azul,
sem que caminhes mais tarde
pela névoa e pelos tijolos,
sem essa luz que levas na mão
que, talvez, outros não verão dourada,
que talvez ninguém
soube que crescia
como a origem vermelha da rosa,
sem que sejas, enfim,
sem que viesses brusca, incitante
conhecer a minha vida,
rajada de roseira,
trigo do vento,

E desde então, sou porque tu és
E desde então és
sou e somos...
E por amor
Serei... Serás...Seremos...

Pablo Neruda

quinta-feira, abril 22, 2010

Para Hildo e Istê


Não pude estar presente num momento tão importante pra essas duas pessoas que me são tão caras, parte valiosíssima do meu tesouro pessoal.
De longe não faltaram bons pensamentos e desejos de felicidade, amor, comunhão e realização. E a vontade de estar perto assim que possível pra poder demonstrar tudo o que sinto e desejo de bom pra esse novo casal.
Parabéns!!!
Essa parte da vida que vocês apenas começaram é muito melhor do que tudo o que vocês já conhecem!

Now that we are close, no more nights morose,
Now that we are one, the beguine has just begun.
Now that we're side by side, the future looks so gay,
Now we are allibied when we say.......

From this moment on, you for me dear
Only two for tea dear, from this moment on,
From this happy day, no more blue songs,
Only whoop dee doo songs,
From this moment on.
For you've got the love I need so much,
Got the skin I love to touch,
Got the arms to hold me tight,
Got the sweet lips to kiss me goodnight,
From this moment on, you and i, babe,
We'll be ridin' high, babe.
Every care is gone, from this moment on.

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

Setting Forth

Sigo estudando. O resultado negativo no último concurso não abalou minha determinação e, menos ainda, minha vontade. Fez senão esclarecer-me, iluminar-me mesmo, acerca dos passos a dar.
Têm-me questionado sobremaneira acerca dessa escolha tão difícil, da causa de não me abrir a outras opções e de dedicar-me novamente à Psicologia.
A verdade é que é caminho sem volta. Não escolhi "um" concurso. Escolhi "este" concurso específico, por ser condição à carreira específica que pretendo seguir.
Pratiquei por anos a carreira para a qual me formei. Pratiquei com amor, com dedicação, com alegria e entusiasmo, a despeito das muitas e grandes dificuldades a ela intrínsecas. Encontrei muita satisfação nessa prática, mas sempre avistei limites, muros na profissão de psicóloga. Pude estendê-los para mais longe optando pela Psicanálise, ampliá-los consideravelmente. Mas eles estavam presentes e começavam a se aproximar.
Quem me conhece sabe bem: preciso ver o horizonte. Só vivo saudavelmente no espaço aberto. É a infinidade de possibilidades que busco na carreira diplomática. O mundo.
Não. Não acho que seja uma carreira sem limites. Não se trata de tão ingênua busca. Limites, dificuldades, aborrecimentos os há em toda parte, profissão ou meio.
A psicologia e a psicanálise, mais especificamente, me possibilitavam atingir indivíduos. Às vezes pequenos grupos. O que é bom. Acredito no indivíduo e temo que a coletividade é o que estraga o mundo. A vida em sociedade é, ao mesmo tempo, nossa salvação e nossa ruína. O tal "mal necessário".
Meu desafio será defender e representar uma dessas coletividades: o Brasil, a nação e o povo brasileiro, com tudo o que tem de bom e de ruim. Reconheço a enormidade dessa empresa. Reconheço o quanto preciso ser humilde e mudar minha forma de ver as coisas, superar meus preconceitos, meus vícios de pensamento, meus preceitos.
Só peço que acreditem em mim. Tenho a meu lado muitos que bem sei que o fazem quase cegamente. Mas outros há que duvidam da validade de tamanho investimento. Que pensam que seria mais fácil acomodar-me a uma vida mais conhecida, conformada e "normal". Esses me conhecem bem pouco e a eles é que peço: tenham fé. Não só em mim, mas na necessidade de pessoas que se disponham a empenhar-se em tais objetivos, pois não sou a única. O número de candidatos à carreira diplomática mostra quantos acreditam nas possibiliades de um mundo melhor, de mais saúde, mais humanidade, mas ética através da diplomacia, representando um país que, cheio de problemas, vem crescendo cada vez mais no meu conceito, na minha estima e no meu orgulho. A isso voltarei oportunamente - o que tenho aprendido sobre o Brasil.
Por ora, digo que não me arrependo da escolha, não pretendo desistir, não se trata de teimosia. É só que cheguei a um "point of no return". Quem acha que estou me limitando, saiba que estou destruindo muitos muros que comumente nos cercam. Não abro mão de um abrigo confortável e seguro pra onde voltar, mas este já foi construído em bases sólidas. Só não deixarei que ele se torne uma cela.

segunda-feira, janeiro 11, 2010

Happy new year!

Uma explosão nuclear destruiu o mundo que eu conhecia. Passei os últimos meses num abrigo isolado do exterior inóspito, vivendo numa espécie de estado de exceção. O ano de 2009 foi isso: uma desconstrução total e intenso treinamento pra deixar o "vault" e começar uma outra vida.



2010 começa realmente novo. Vai ser preciso aumentar minhas habilidades pra me adaptar e aprender a viver nessa realidade que não conheço. Descobrir recursos e alternativas nesse mundo pós-caos que será a minha vida daqui pra frente.

Tudo novo. Nenhum medo da realidade - só de não ter "skills" suficientes e precisar voltar e recomeçar o treinamento. Mas não saio sozinha, felizmente. Tenho parceiros habilidosos e fortes.



Here we go!