segunda-feira, outubro 25, 2010

He drives a red car

É assim que um domingo deve ser!

E ainda teve um belo 4x3 pra terminar bem o fim de semana. Muito bem! Em vermelho, preto e branco.

Hoje Chico canta na minha cabeça:

"Eu faço samba e amor até mais tarde
E tenho muito mais o que fazer
Escuto a correria da cidade. Que alarde!
Será que é tão difícil amanhecer?
Não sei se preguiçoso ou se covarde
Debaixo do meu cobertor de lã
Eu faço samba e amor até mais tarde
E tenho muito sono de manhã."

segunda-feira, outubro 18, 2010

Boogie!

Clique aqui e ouça enquanto lê.

O Maurício Tobias* e o exagerado hedonismo da disco music me afastaram do estilo musical e das pistas. O rock sempre teve mais apelo pra mim e sempre fez mais sentido ouvir música com conteúdo. Mesmo o rock bubble gum de letras como "I wanna rock n' roll all night and party every day" me atrai mais do que a dance music em geral.
Depois de assistir a espetáculos como The Complex Rock Tour e Fuerza Bruta, me lembrei do quanto é bom se jogar na pista. É claro que é ótimo dançar naquela festa de casamento do amigo ou na sua formatura. Mas dançar ao som de YMCA e Dancing Queen com suas tias não é o mesmo que ir a uma boate e dançar a noite inteira, sem o risco de ver o sogro descendo na boquinha da garrafa porque o dj tem que agradar todo mundo e toca todos os estilos.
No último sábado saí pra dançar. Só isso. Não era aniversário, despedida de solteiro, formatura ou casamento de ninguém. Simplesmente saí de casa pra ir a uma boate dançar. Nem me lembro da última vez que havia feito isso.
Já há algum tempo Donna Summer, Barry White, Prince, The Jacksons, Daft Punk, Moloko, Kraftwerk e outros voltaram a tocar no meu ipod e no meu itunes, onde descansavam em paz e só estavam ali por uma consciência de sua importância musical. No entanto, foi só no último sábado que resolvi ir pra pista.
Como é catártico, não? Libertador mesmo. Não é exagero. Muito bom fazer algo só porque deu vontade. Não pelo prazer de aprender, de sentir, de ver, de conhecer, de observar, de entender, de experimentar... Só pelo prazer. O prazer hedonista de que falam as letras da disco music.
Para os rockers que ainda têm preconceito e não têm coragem de se jogar na pista, assistam o Music Land do Prince e o Moda & Música (disco e eletrônica), do canal FTV. Tenho tentado me libertar de algumas vendas que eu mesma me coloquei e me abrir pra coisas que podem até não fazer tanto sentido quanto as que escolhi por identificação, mas também não são ruins e podem até gerar muita satisfação. Axé e Raul Seixas não dá pra encarar. Mas Michael e Madonna não são tão apreciados pelo mundo todo sem razão, não é mesmo?
Viva o Studio 54 e a Warehouse!!!

* Maurício Tobias é um professor de jazz de BH, que foi uma semi-celebridade local nos anos 80/90. Responsável pelas coreografias mais panteras já vistas, não era muito admirado por bailarinos clássicos como eu. 

quarta-feira, outubro 13, 2010

Ole, ole, ole ole... Pixies, Pixies!


O melhor show de rock da minha vida! Até o momento...
Sabe aquela banda da sua adolescência que você nunca parou realmente de ouvir? É o Pixies pra mim. Presença constante nas minhas playlists, não a considero a melhor ou maior banda de todos os tempos. Não tem as melhores letras, as que mais me emocionam. Mas tem uma sonoridade que sempre me empolga, que me deixa mais feliz e me faz cantar junto.
A banda acabou, a Kim Deal formou uma nova banda - Breeders, que era até legal, mas tava looonge de ser um Pixies. A banda voltou para alguns shows, tocou em Curitiba e eu acabei não indo. Agora estão em tour, mesmo sem um álbum novo. O show é composto de hits, mais ou menos como o Police fez.
A escolha era vê-los no SWU em Itu, ou em BsAs num show exclusivo da banda. Não tive dúvidas... era a melhor desculpa de todas pra voltar à capital portenha, uma das minhas cidades favoritas no mundo. Não que eu conheça muitas...
O show de BsAs não foi muito maior que o do SWU - teve apenas 4 músicas a mais, mas teve um público apaixonado, que estava ali exclusivamente pra ver o Pixies. E se tem uma coisa que o argentino sabe ser é apaixonado. É uma experiência impagável assistir a um show de rock na argentina.
Pulando o tempo todo, esgoelando todas as músicas com as mão pra cima e realmente vivenciando o momento. É isso o que vi e do que fiz parte no Luna Park no último dia 6. Muita diversão do público, muita diversão da banda no palco. Todo mundo se dedicando 100%.
O show não tem firula, não falação com o público, não tem pirotecnia ou super produção nenhuma. Tem músicos tocando rock com competência e com uma facilidade de impressionar. Tem um público que conhece o repertório, se empolga e se delicia com cada música do set, feliz por estar ali e poder aproveitar a oportunidade de ver o Pixies ao vivo. Simples assim.
Já vi U2 2 vezes. É uma experiência extraordinária. O público é composto por fiéis e o show parece um culto evangélico. Pelo menos aqui abaixo do Equador. Os caras vêm pouco por aqui e os fãs esperam muito pela oportunidade de vê-los. Os ingressos são caros e disputados. O espetáculo é grandioso, muito produzido, repleto de tecnologia, fascinante de ver e de ouvir. Bono é um pastor que conduz seus fiéis ao delírio, prega suas crenças e espalha seus valores pelo mundo. É um messias. Mas não é um show de rock. É uma superprodução pop, com músicos bons, mas não extraordinários. As músicas são boas, conhecidas, muitas empolgantes, algumas baladas, algumas com certo cunho político ou humanitário. É um espetáculo, não um show de rock.
Já vi Police 2 vezes. O público em Amsterdã era frio, quase blasé. O público do Rio era empolgado, grato, feliz e animado. Os três no palco... é difícil descrever com palavras. Músicos excepcionais, tocam como se estivessem tomando um café com a família na cozinha: algo natural, sem esforço. Sting é um guru, que faz com o público o que ele quiser. É alucinante cantar todos aqueles hits da adolescência de novo, junto com a banda e com dezenas de milhares na mesma vibe. É uma experiência transcendental. Mas não é um show de rock. É trabalho. A banda está trabalhando. Com a maior competência que já vi, mas trabalhando. Pode até se divertir eventualmente, mas está trabalhando. Tem uma sobriedade que não cabe num show de rock.
Já vi o R.E.M. O público canta junto os vários hits e até as músicas do álbum que estava sendo lançado. Michael Stipe hipnotiza a plateia e conduz o show como quer. A banda se diverte, interage com o público, fala de política, da experiência de estar ali, dança e curte junto. É um puta show de rock!!! Mas tem uma galera MTV, que tá ali porque conhece alguns hits do rádio e não se entrega totalmente. Não conhece bem o trabalho da banda e não pula o tempo todo, se emociona e se empolga o tempo todo. É uma minoria, mas tá ali, nos cantos, sem se empolgar com as músicas novas entoadas apenas pelos fãs de verdade. Mas é um puta show de rock!!!
Já vi Bad Religion nem sei mais quantas vezes. Os caras são mais low profile no palco, mas se divertem muito, interagem com a plateia. O público se entrega, pula, dança, canta hinos. É o que um show de hard core deve ser. Mas tem sempre uns meninos que estão ali porque se dizem punk rockers e todo punk rocker deve ser devoto do Bad Religion, a maior entidade do hard core. Em alguns anos, esses meninos vão largar seus skates, seus cabelos não serão mais coloridos e os álbuns do BR (se é que os teem) serão relíquia empoeirada em alguma prateleira. É um puta show de Rock!!! Obrigatório e pra se ver quantas vezes for possível. Mas não é uma once in a lifetime experience. 
A lista seguiria por muitos e muitos parágrafos, mas acho que esses quatro são os que merecem maior destaque pela grandeza e importância das bandas.
Então chegamos ao Pixies. Se Frank Black não é nenhum messias ou guru, se não hipnotiza a plateia, se não é uma banda emblemática e longeva, que influenciou todas as demais de um estilo... por que foi o melhor show de rock da minha vida? Porque foi pura diversão, exposição de competência musical e conforto com o que faziam no palco. Porque, sem nenhum esforço, a banda curtiu aquele show junto com seu público. Porque o público era apaixonado, sintonizado com o grupo, animado, empolgado, grato e totalmente entregue. Não foi uma experiência coletiva, como o Police. Não foi um delírio coletivo, como o U2. Mas foi uma soma de experiências individuais de alegria e gratidão, de pura felicidade. Cada um experimentando e vivendo à sua maneira cada música, como se tivesse esperado a vida inteira pra ouvir aquela música ao vivo. Uma soma de entrega total! Isso foi o Pixies em Buenos Aires. Boa música, qualidade técnica, venue sensacional, vários hits entoados coletivamente, alegria e muita, muita diversão. Tudo o que se pode esperar de um show de rock.

sexta-feira, outubro 01, 2010

Vacaciones

Já estou de malas prontas (quase!) e parto amanhã para a minha semana de descanso (ã-hã) em terras dos hermanos.
Enquanto curto futebol e rock n' roll no frio do sur, por favor, votem consciente! Comportem-se na minha ausência e não façam nada de que vocês possam se arrepender, ok?
Em alguns poucos dias estou de volta pra me dedicar 24/7 ao Barão, que se revela mais exigente a cada dia.
Hasta pronto, chicos!!!!

quinta-feira, setembro 30, 2010

O Barão, o chefinho e nosso transatlântico chamado Brasil

João Daniel, o melhor professor de História do país, escreveu um excelente artigo para a Folha, no qual compara os modelos de política externa do Barão - meu grande ídolo - e nosso atual Ministro das Relações Exteriores. Não é pouco o que fizeram esses dois chanceleres pelo nosso país, elevando-o à categoria de ator de relevo no cenário internacional.
Se gozamos atualmente de credibilidade, respeito e voz ativa nos foros multilaterais, devemos muito disso a esses dois diplomatas.
Leia o artigo! Tenho certeza de que vai fazê-lo pensar duas vezes antes de proferir frases como "só no Brasil mesmo!" ou "Se fosse lá fora..." Seu país está com tudo e não está prosa, meu caro leitor! E não é de hoje.
Escute meu chefinho e pare com esse complexo de vira-latas injustificado! Conheça a história e as razões para as escolhas e atitudes do Itamaraty, antes de sair por aí reproduzindo as bobagens que escuta na TV. "Cuidado, senhores!" - como diria Paulo Afonso, meu professor de Política Internacional cheio de sotaque.
O Barão, elegantemente palestrando alguém.

quarta-feira, setembro 29, 2010

I just can't get enough of Hank Moody

Já sinto saudades de Hank Moody... Mas agora é só em 2011.
Se você é mulher, diga que não quer encontrar esse bad boy por acaso num bar...
Se você é homem, diga que não queria ser esse bad boy, por um dia que fosse...
Há algo nessa indecência, nesse hedonismo, e nesse amor pela vida (e por tudo e por todos, rá!) que encanta!
Com vocês, o que está por vir:

segunda-feira, setembro 27, 2010

O protesto contra-ataca

Outro assunto importante que não abordei no post sobre as desinformações eleitoreiras: o voto de protesto.
Mais uma vez o blog Papo de Homem vem nos socorrer com esse excelente post. LEIAM! E, por favor, votem consciente... certo ou errado, mas consciente. ;)

E quem um dia irá dizer que não existe razão?

Boa parte da imprensa "verde-amarela, eu sou brasileiro e não desisto nunca" não hesitou em julgar e condenar culpada a Ferrari ao ordenar a Massa que deixasse o companheiro de equipe ultrapassá-lo no GP da Alemanha deste ano. O caso gerou polêmica e muita discussão em todos os programas esportivos e poucas foram as vozes lúcidas em terras brasileiras. O coro quase unânime era de "joga pedra na Geni!".
Lembraram do fatídico incidente em 2002 quando outro incauto brasileiro foi terrivelmente injustiçado no GP da Áustria em favor do abjeto alemão, vilão mor da F-1, responsável por todas as mazelas da nobre e admirável carreira de Rubens, o pobre coitado que nunca conseguiu ser e sempre poderia ter sido... Não fosse a equipe, não fosse o carro, não fosse o malvado, não fosse...
O veredito em uníssono: culpada! Não se faz jogo de equipe, sua escuderia desprezível! Até que alguém no fundo da sala levantou a mão e perguntou baixinho: Mas... e o GP do Brasil em 2007? Ah, bom... aí pode, né? É que valia título. Dúvida não esclarecida, a mão levanta-se novamente. Outra pergunta: Mas... e o GP da China em 2008... com brasileiro se beneficiando pode? É... Bem... Veja bem... É que... Tinha chance de título, sabe como é...
As chances de Alonso são remotas demais, dizem os exaltados brasileiros que se sentem injustiçados. Foi vilania da Ferrari, que não tem chances reais no presente campeonato e faz um absurdo desses com o Felipe, bem no aniversário de seu acidente, abalando sua confiança e tirando dele 7 pontos que de nada servirão ao espanhol!
Bem, espero que os acusadores reparem bem na tabela do campeonato hoje. Alonso está em segundo lugar, a 11 pontos do líder. Atenção: 11 pontos, não 18! E soma 9 pontos a mais que o terceiro colocado. 9, não 2. Massa tem 128 pontos e ocupa a sexta colocação. Não tivesse havido o jogo de equipe, Massa somaria 135 pontos e estaria... Na sexta colocação. Dá pra entender? Não é difícil.

quinta-feira, setembro 23, 2010

Spring time... vamos ficar felizes!!!

Tulipas e Cure para começar a melhor estação do ano!!! É... eu sei que as tulipas já se foram dos trópicos - são sensíveis ao calor, as fofas. Mas são as flores de que mais gosto. E hoje é um dia perfeito para ficar feliz, levantar-se e ir! Uma ótima primavera a todos!


it's a perfect day for letting go
for setting fire to bridges
boats
and other dreary worlds you know
let's get happy!
it's a perfect day for making out
to wake up with a smile without a doubt
to burst grin giggle bliss skip jump and sing and shout
let's get happy!

but it's much to late you say
for doing this now
we should have done it then
well it just goes to show
how wrong you can be
and how you really should know
that it's never too late
to get up and go

it's a perfect day for kiss and swell
for rip-zipping button-popping kiss and well...
there's loads of other stuff can make you yell
let's get happy!
it's a perfect day for doing the unstuck
for dancing like you can't hear the beat
and you don't give a further thought
to things like feet
let's get happy!

but it's much too late you say
for doing this now
we should have done it then
well it just goes to show
how wrong you can be
and how you really should know
that it's never to late
to get up and go

kick out the gloom
kick out the blues
tear out the pages with all the bad news
pull down the mirrors and pull down the walls
tear up the stairs and tear up the floors
oh just burn down the house!
burn down the street!
turn everything red and the beat is complete
with the sound of your world
going up in fire
it's a perfect day to throw back your head
and kiss it all goodbye

it's a perfect day for getting wild
forgetting all your worries
life
and everything that makes you cry
let's get happy!
it's a perfect day for dreams come true
for thinking big
and doing anything you want to do
let's get happy!

but it's much to late you say
for doing this now
we should have done it then
well it just goes to show
how wrong you can be
and how you really should know
that it's never too late
to get up and go

kick out the gloom
kick out the blues
tear out the pages with all the bad news
pull down the mirrors and pull down the walls
tear up the stairs and tear up the floors
oh just burn down the house!
burn down the street!
turn everything red and the dream is complete
with the sound of your world
going up in fire
it's a perfect day to throw back your head
and kiss it all goodbye

quarta-feira, setembro 22, 2010

Bergamota's day - revisto e atualizado

Terça-feira é dia de Bergamota's day no La Tosqueria. Agora que ele está hypado e ganhou o mundo, achei por bem escrever este post para manter atualizados e informados os fãs do acepipe. Muito aconteceu desde a publicação da ata inaugural.

A origem

A bergamota sofria de forte preconceito por impregnar nas mãos dos apreciadores seu forte perfume a um tempo adocicado e cítrico. Povos nórdicos abominavam a fruta pela característica supracitada, e ainda pela forma como por vezes é vendida: em sacos amarelos em forma de rede, o que lhes parecia coisa de gente, digamos, menos favorecida.
Imbuído de generosidade e seguindo a filosofia do bar onde o Bergamota's day teve origem, o chef Gustavo Lavalle uniu a tosquice e a simplicidade da bergamota à sofisticação do manjericão – ingrediente de fino paladar, mas pouco aproveitado na culinária e, principalmente, na mixologia molecular. O manjericão, antes relegado a coadjuvante nas pizzas marguerita e nas saladas caprese, ganhou o mundo dos coquetéis. Afinal, é como sempre nos advertiu a Fêfa: tudo com manjericão é bom!
Três mulheres visionárias descobriram a delícia e criaram o Bergamota's day, para celebrar a bebida que mais tarde dominaria o globo e exerceria importante papel no desenvolvimento sustentável do planeta, bem como colocaria Cuba de volta no mapa da economia mundial, salvando a população autóctone da ilha caribenha.
                                           Nasce o evento

O mundo se rende

Em suas viagens pelo mundo, as três fundadoras do Bergamota's day levaram o drink para fora dos limites do La Tosqueria. Primeiro foi Betim, depois Buenos Aires, hoje a bebida é apreciada nos mais remotos confins do globo. Foi criada a WCO (sigla em inglês para Organização Mundial da Bergamota – World Clementine Organization), que emite o selo Latosca para empresas que pretendem fabricar e comercializar o produto, garantindo a qualidade, exigindo os padrões de preparo e verificando os resultados sociais que o produto deve obter.

O legado

Há exigências para ser um membro da WCO. A bergamota e o manjericão devem ser orgânicos e produzidos de forma sustentável, por produtores locais, contribuindo para diminuir a poluição causada pelo transporte e melhorando a qualidade de vida das comunidades envolvidas na produção. Isso também garante a qualidade e o sabor do produto, e o bem estar dos consumidores.

Avenida central de San Isidro, onde é realizada a Bergamota Parede

Na Argentina, por exemplo, a bergamota que abastece a capital portenha é produzida em San Isidro, um município da Grande Buenos Aires que realiza, todos os anos, a Bergamota Parede, numa avenida no centro da cidade que é totalmente arborizada com pés de bergamota. A Bergamota Parede encerra a Bergamota Week, que acontece no país inteiro. Esse evento se inicia com a apresentação da ópera La Tosca no Teatro Colón e presenteia os participantes com diversas palestras e degustação do drink ao longo de toda a semana.
Fefê em San Isidro, na ocasião da primeira Bergamota Week, onde ministrou a palestra “De Gata Borralheira a Cinderela – a bergamota como instrumento para um mundo mais sustentável e glamouroso”

A primeira Bergamota Week foi fundamental para consolidar o drink como nova tendência da mixologia e torná-lo conhecido em todo o mundo. Mais do que promover a sustentabilidade através da bergamota e do manjericão, a bebida ter-se tornado um hit serviu para abrir a economia cubana, já que deve ser preparada exclusivamente com o rum original da ilha. O único entrave para tornar Cuba definitivamente uma economia de mercado e ter o país de volta à OEA é a recusa em morrer dos irmãos Castro que, infelizmente, gozam de uma saúde irritante. No entanto, o progresso já chegou ao país e a população já vive como se estivesse no início da década de 90 do século passado. A WCO espera que, até 2015, Cuba já esteja definitivamente no século XXI.
Polly em San Isidro, minutos antes de ministrar a palestra “Mercosul e Cuba – uma parceria etílica rumo à abertura econômica e mercadológica”

O drink também teve efeito sobre a economia mundial, uma vez que seus ingredientes, hypados, agora estão em perfumes (212, Gucci Rush, Angel), na culinária e na arte coqueteleira. O manjericão extrapolou de vez os limites da culinária mediterrânea e está presente em drinks sofisticados nos mais badalados bares do planisfério. A bergamota é encontrada na mesa dos restaurantes mais disputados da Europa, inclusive nos países nórdicos.

O presente e o futuro

Os filhos, cria-se para o mundo. A três idealizadoras do Bergamota's day atualmente mal têm tempo para participar do evento original que ocorre todas as terças-feiras no La Tosqueria, detentor dos direitos sobre a marca. O evento não é mais nosso. É de todos os que o frequentam e contribuem para levá-lo a um número cada vez maior de fãs e apreciadores.
Hodiernamente, o drink é preparado com perícia pelo Elisson (e o aprendiz supera o mestre!). Se você pedir com carinho, ele ainda coloca belos arranjos de manjericão no copo!
Tendo elegido o Bergamota como o drink do coração, cada uma de nós tem projetos paralelos  e individuais para a promoção de outras bebidas do cardápio latosquiano.

La Fêfa

Formadora de opinião e sinônimo de glamour, promove e defende dois drinks diferentes:
  • Caipi Latosca é à base de maracujá e representa bem o que é essa fruta, conhecida como a fruta da paixão em outras línguas (Passion fruit, fruit de la passion).
  • Wallpaper é um drink caliente, que traduz a latinidade em seu sabor apimentado.
A intenção é elevar o maracujá à categoria de fruta glamourosa que ele merece, bem como recolocar a pimenta como especiaria preciosa que já foi nos tempos das navegações europeias para as índias. Mas não é só com o glamour que La Fêfa se preocupa. Ela também pretende ajudar a Rússia a enfrentar e superar a crise, recuperar-se das recentes queimadas e retomar seu lugar de potência. Por isso seus dois drinks escolhidos são à base de vodka.

La Laura


               Laurinha, a obra e o autor! Melhor não interpretar essa cara do Gustavo...

Como única componente loira do grupo, não podia ser diferente: promove a cerveja! Luta contra a banalização dessa bebida tão difundida por todo o mundo, mas nem sempre apreciada da maneira devida – beeeeem gelada. Encontrou no La Tosqueria a parceria ideal para iniciar o movimento, uma vez que no bar a loira está sempre geladíssima.
Também produz e fornece ao bar a melhor cachaça do mundo, e a que tem a melhor relação custo/benefício – Rumo do Poeta – para ser apreciada sem moderação.

La Polly

Sofisticada e cosmopolita, acredita que Londres ainda é a capital do mundo (“Yes, London. You know: fish, chips, cup 'o tea, bad food, worse weather, Mary fucking Poppins... LONDON”). Tem no Império Britânico algumas de suas maiores referências: britpop, Blur, The Clash, Beatles, Rolling Stones, Sex Pistols, Royal Academy of Dance e, claro, o chá. Por isso e pela referência ao livro com a história do punk (um de seus estilos musicais favoritos), aprecia e indica o drink “Mate-me, por favor”. Pretende resgatar a desgastada e mal interpretada imagem do punk, atualmente muito associado (erroneamente) às bandinhas emo de nomes gigantescos.

Qual é o som do gosto?

Como tudo o que é bom tem trilha sonora, aqui vai a lista de músicas para deleitar-se com cada uma das delícias:

Cerveja: Louras Geladas – RPM (cláaassico!)
Rumo do Poeta: Marvada Pinga – Inezita Barroso (cláaaaaaaaaaaassico! Presente nos sets do Dj Robinho. Quando o vir comandando as pickups, é só pedir!)
Mate-me, por favor: Streets of London – Sex Pistols (hino!)