segunda-feira, agosto 30, 2010

Aaahhh, George!

Ele é belo (belíssimo), charmoso (charmosíssimo), encantador (e como encanta!), excelente ator... eu poderia escrever páginas e páginas sobre as qualidades de George Clooney que nos seduzem, mencionando apenas os atributos físicos e seu talento profissional.
Mas Clooney achou pouco ser o objeto dos desejos libidinosos de 100% das mulheres do mundo (incluindo as lésbicas), 100% dos gays e até uma boa parte dos homens hétero (inclusive aqueles que se dizem "de raiz"). Ele resolveu que queria também salvar o mundo!
Ativista humanitário, recebeu ontem o prêmio Bob Hope durante as premiações do Emmy. Sabe o que ele disse? Que sentia-se constrangido por ser premiado por fazer algo que é obrigação.
George, George, George... não poderia concordar mais! Por que as pessoas acham atitudes humanitárias tão belas? Estamos assim tão acostumados à indiferença? Querer que o mundo seja um lugar melhor PRA TODO MUNDO deveria ser a regra! Ajudar quem precisa, seja em Darfur, no Haiti ou na favela a alguns quilômetros (ou metros) de casa é o que todos nós deveríamos estar acostumados a fazer.
Diz-se que não existe ninguém perfeito... se isso for verdade, George Clooney é uma exceção ou chega muito, muito perto! Pode ser que ele viva numa casa amarela, com móveis amarelos, cheia de galinhas e coelhos no quintal...

sexta-feira, agosto 27, 2010

Chá ou café?

Uma reclamação comum entre os belo horizontinos é a escassez de bons cafés na cidade. No último dia 25, foi inaugurada uma excelente opção pra quem gosta da bebida - o ThéCaffe. 
A casa é charmosa e oferece diversas opções. E o melhor: mesmo drinks mais elaborados, com nutella, baunilha e outros "temperos", ainda têm gosto de... café! Porque o mais comum é você pedir uma bebida à base de café, mas só sentir o gosto do chocolate ou do caramelo. Os que provei no ThéCaffe realmente têm gosto de café e o resto é acessório, saborosos, mas na medida certa.
Mas o melhor de tudo é que a casa oferece uma imensa variedade de chás! Eu ADORO chás e é quase impossível tomar um decente por aqui. E quando há, no máximo é um chá mate ou de hortelã. Lá a carta é imeeensa, com misturas deliciosas e inusitadas. Experimentei um de morango com pimenta que é sensacional. Um outro de baunilha (há variações sobre o tema) exala um aroma que já aguça os sentidos antes mesmo do contato gustativo... Já até escolhi o próximo: damasco com bergamota!
E nem mencionei os bloomings, que ainda não provei e que são uma exclusividade aqui no Brasil.
Faço a propaganda porque realmente vale a pena. Provei, aprovei e recomendo. Não é só porque uma das proprietárias é a querida Robs... É que a experiência é muito boa! Já sou frequentadora...
Confiram o site: http://www.thecaffe.com.br/ e visitem o local!




terça-feira, agosto 24, 2010

Fever!

Um inverno como não se vê há tempos. Esse é o comentário geral entre aqueles que vivem aqui no mar de montanhas das minas gerais. Duradouro e com temperaturas muito mais baixas do que a média dos últimos anos.
O frio incomoda e adoece muita gente (eu, inclusive).
Para minimizar os efeitos desse insistente visitante, nada melhor que um pouco de atividade sob os edredons. Para elevar a temperatura, elaborei um pequeno setlist para ajudar a enfrentar o rigoroso inverno aqui de Minas, lá do sul, em São Paulo ou, por que não, esquentar ainda mais o clima do Nordeste?! O importante é conseguir... fever!
Há clichês, há clássicos... Mas não se preocupe, não há Sade! Hehehe.
Aperte o play, escolha o/a partner e aqueça-se também!

Pra começar, Marvin Gaye, claro! Get it on, babe...
1 - Let's get it on - Marvin Gaye
Sussurros sempre são um bom motivador, certo? Os dessa israelense não fogem à regra...
2 - How come - Ofrin
Bem, não dá pra falar em sussurros sem citar Portishead. Beth Gibbons nasceu pra embalar e empolgar os momentos a dois.
3 - Undenied - Portishead
Já está esquentando? Tá só começando...Mais uma voz que hipnotiza...
4 - Riverbed - Morcheeba
Um pouco da paixão latina é indispensável!
5 - Una música brutal - Gotan Project
Sente o calor? Acelere pra esquentar mais...Essa aí sabe do que tá falando.
6 - Love to love you Baby - Donna Summer
Nenhuma lista de music to make love to está completa sem Mr. Barry White. Então, aí está o mestre...
7 - Never, never gonna give you up - Barry White
Mais uma vez, Portishead. Foi quase impossível colocar apenas 2 músicas! Essa é uma versão mais pesada de Sour Times, com guitarras realmente empolgantes!
8 - Airbus reconstruction - Portishead
Também não podia faltar! É trilha feita especialmente para clima quente e olho no olho.
9 - Angel - Massive Attack
Acha que não esquenta mais? 40 graus... the peak!
10 - The time is now - Moloko
Ok. Respira! Slow down your beating heart. Falar de amor em nossa língua materna é sempre mais sincero e profundo! E quem melhor do que ele?
11 - O que será (à flor da pele) - Chico Buarque
O frio ainda está lá fora. Há potencial para mais calor aqui dentro. Que tal começar de novo, calmamente?
12 - To love you all over again - Madeleine Peyroux

Pra enfrentar os efeitos negativos do frio, mais uma vez... all you need is love!

terça-feira, agosto 17, 2010

Cidadania e rock'n roll

Sou um pouco desligada... Pouca coisa! Saquei dia desses, que não vou votar no primeiro turno. Estarei em Buenos Aires de 2 a 9 de outubro, pra ver o show do Pixies (yeaaahhhh!!!!).
Fiquei incomodada com o fato. Inicialmente porque votar pra mim não é sacrifício nem obrigação. E depois porque não vou poder contribuir pra que a Dilma vença logo no primeiro turno e acabe com o sofrimento de ficar lendo e ouvindo bobagens sobre suas qualidades como candidata e possível Chefe de Estado.
Tá, pessoal... já saquei que ela é boba, chata e feia! Agora vamos falar de política?!

domingo, agosto 08, 2010

Mercado negro de sabedoria milenar

 Eu sempre quis ter um velhinho japonês, pra poder aproveitar-me e aprender com sua sabedoria milenar. Um óraculo pessoal sempre a mão, pra ser consultado a qualquer momento.
Parece que outras pessoas tiveram essa ideia e criaram um mercado negro de velhinhos japoneses. Vários deles estão desaparecendo e nem mesmo a família sabe dizer o paradeiro. Escambo e contrabando de sabedoria milenar japonesa... Pode?
Foi a Fêfa quem me mandou a reportagem. Eu queria comprar um, mas de forma legal, com papel passado. E ia tratar super bem... Imagina só ter um Pai Mei ou um Senhor Miagui exclusivo?! Que sonho!

quarta-feira, julho 28, 2010

Modernidade líquida

Desculpem-me pela referência intelectualóide aí do título... mas foi inevitável pensar nesse conceito criado pelo sociólogo Zygmunt Bauman quando me surgiu a ideia pra este post. É um conceito interessante e recomendo a todos os que se interessam pelas relações humanas que leiam pelo menos o "Amor líquido", do referido autor.
Agora vamos ao assunto do post, propriamente.
Hoje Dudu (que, ao contrário de mim, adora incursões em novas mídias, redes sociais e tudo o que é novidade no mundo virtual e/ou da tecnologia) me mandou um link de uma rede social para leitores. As pessoas podem cadastrar livros ou marcar obras já cadastradas como lidas, lendo, tenho, vou ler etc. Assim, são geradas listas dos "mais" em cada categoria dessas.
A ideia me pareceu inicialmente interessante, uma vez que boas indicações podem surgir daí, né? Aí fui lá dar uma olhada. E então vi as listas...
A primeira questão que me ocorreu é que pouco ali pode ser considerado "obra". Mas essa crítica é fruto do meu mau humor, eu sei. As listas coincidem com aquelas bancas que costumam ficar na entrada das livrarias "megastore" de qualquer shopping, que exibem os mais vendidos. Dan Brown do primeiro ao último, autores paquistaneses, afegãos e muçulmanos em geral, todos os Harry Potter  e assim sucessivamente. Ah... e a biografia do Michael Jackson, é claro!
Em suma, a tal rede social é inócua. Basta você ir a qualquer livraria e escolher um item em qualquer lista dos mais vendidos. Os "leitores" não apresentam novidades, livros inusitados... sequer os clássicos aparecem numa visita superficial à página.
Só posso concluir que a função da rede é a mesma de todas as demais que existem no mundo virtual com as mais variadas temáticas: exibir ao mundo o que estou fazendo, pensando, comendo, lendo, vendo...
E por quê? Pra quê? Que necessidade esquisita essa de nosso tempo, de ter de partilhar TUDO com estranhos? De ter que ter opinião e manifestar-se sobre tudo?
Tenho muita dificuldade em entender e adaptar-me à pós-modernidade, eu acho. Penso que sou anacrônica, analógica. Não entendo essa esquizofrenia social hodierna.
Sinto muito, mas não quero saber o que uma pessoa que acabou de ler o último da saga Crepúsculo, está lendo A Cabana e pretende ler As Crônicas de Nárnia pensa sobre literatura. Ou o que essa pessoa tem a me indicar. Também não quero discutir minhas opiniões com ela.
Por favor, não pensem que é uma crítica vazia e preconceituosa. Eu li o Crepúsculo, A menina que roubava livros e O Caçador de Pipas. Não tive coragem de me aventurar por nenhum do Dan Brown (mas assisti o Código Da Vinci) e Harry Potter fiquei só nos filmes mesmo. Minha opinião sobre essas "obras" é embasada. Não a divido aqui pra me poupar de aguentar comentários irados contra mim.
Sou do tempo em que se escolhia com quem dividir gostos e opiniões, e não se jogava pensamentos numa rede virtual para quem os quiser apanhar. É isso o que faço aqui no blog - que, alíás, é lido quase exclusivamente por amigos (reais, não virtuais) - e é o máximo que dou conta por enquanto. Tem sido uma experiência interessante, mas ainda não estou pronta para o twitter e redes sociais temáticas!

sexta-feira, julho 23, 2010

I had the time of my life, but I want more!

Há momentos em que nos questionamos sobre escolhas feitas há tempos. Não sou muito de ficar pensando "e se...", mas às vezes, em momentos de relativa insegurança, dúvida ou incerteza, é inevitável lembrar que outro caminho poderia ter sido tomado.
Quando decidi parar de dançar, foi uma decisão difícil. Não o processo decisório em si - a verdade é que abrir mão da vida acadêmica pelo ballet sequer passou pela minha cabeça. Todavia, abrir mão daquelas quatro horas diárias num mundo meio paralelo, repleto de promessas e possibilidades, de empenho quase cego e pura paixão, foi algo doloroso.
Sentia saudade dos corredores do Palácio das Artes, das esquisitices dos funcionários e usuários da Fundação Clóvis Salgado, de assistir aos ensaios da Cia. de Dança ou dos espetáculos no Grande Teatro. Sentia falta até mesmo de não ter tempo de almoçar, dos calos e bolhas por causa da sapatilha, das distensões e nós na coxa, tirados por mim mesma pra conseguir continuar a aula.
Só depois de uns três ou quatro anos, tive coragem de assistir a um espetáculo de dança novamente. Foi uma  apresentação do Kirov no próprio Grande Teatro do Palácio das Artes. Chorei feito criança o espetáculo inteiro.
Apesar de tudo isso, nunca me arrependi da decisão tomada com apenas 17 anos. Sei bem que não conseguiria me dividir entre a universidade e a dança. Não me dedicaria a contento às duas coisas e não me dispunha a viver "mais ou menos" nenhuma delas.
Os sentimentos se amenizaram. Passei a ir vez por outra a espetáculos de dança (sobretudo das grandes companhias) e até tentei uma forma alternativa de dança por um tempo - o flamenco. Mas minha relação com a dança tornou-se superficial, de espectadora mesmo. Perdi completamente o contato com aquele mundo, com as pessoas, com aquela outra realidade.
Há poucas semanas, numa conversa trivial, esse mundo retornou parcialmente à memória. Lembrei pessoas, fatos e casos daquele época, e tudo pareceu muito distante.
Poucos dias depois, fui almoçar no mesmo lugar onde essa conversa trivial tinha ocorrido. Na mesa ao lado, almoçavam três bailarinos do Grupo Camaleão, uma companhia conhecida aqui de BH, coincidentemente da academia onde comecei a dançar, ainda criança.
Eles falavam das dificuldades da profissão, dos problemas do grupo, dos professores e colegas. Também falavam de suas vidas e amores, de relações de amizade e de intrigas. Uma pretensão, um ar de superioridade "de artista", de quem conhece mais do mundo porque vive nessa outra realidade em que as pessoas têm "a cabeça aberta" e se interessam pelo que é elevado e não fazem parte do mundo insignificante das "pessoas normais".
Fiquei tão impressionada de, de alguma forma, já ter feito parte desse mundinho. Me desculpem, mas o mundo do qual falavam era tão pequeno, mesquinho. Aquilo me pareceu ainda mais distante. O que senti foi uma felicidade imensa por ter me desvencilhado daquela visão limitada com pretensões de amplidão sublime. Não me identifiquei com nada daquilo, nada naquele "mundo da dança". Foi estranho e libertador, ao mesmo tempo.
Pelo menos sei que meu mundo é limitado. Pelo menos trabalho para ampliá-lo um pouco mais, para conhecer mais coisas além a realidade que me circunscreve. Estar tão envolvido com algo é extremamente limitante. É preciso ter sempre os olhos abertos e ouvidos atentos para o mundo exterior, para o que está além da zona de conforto do mundo em que nos inserimos, seja profissional, familiar, de amizade...
Hoje, eu quero o mundo! Espero não mais cair em armadilhas que me prendam numa realidade artificial, trajada de vastidão sem fim.

quarta-feira, julho 21, 2010

Pragmatismo responsável e ecumênico

Hoje estava lendo o último post no blog do Hildo e uma frase de que gosto muito, do filósofo espanhol Ortega y Gasset, me veio à cabeça: "Yo soy yo y mi circunstancia, y si no la salvo a ella no me salvo yo." (Meditaciones del Quijote)
É desse pensador um dos conceitos mais interessantes da filosofia contemporânea (ou moderna - não sei bem as divisões cronológicas do pensamento filosófico): a razão vital, modelo construído como forma de superação da razão pura kantiana. A razão vital é um constructo teórico interessante pois preconiza a interação do homem com a realidade, sem que haja primazia de um sobre o outro. Não existe um eu isolado do mundo.
Não se trata, no entanto, de uma "visão sistêmica" da vida, que em geral empobrece o papel do eu, aliviando a responsabilidade do sujeito sobre suas ações, como se elas só tivessem peso na medida em que afetam o todo. Não. Vejam que, embora declare não haver primazia, o filósofo diz "eu sou eu E minha circunstância". O eu total é um eu subjetivo que interage com sua circunstância. Não com qualquer circunstância. Não EM uma circunstância.
Assim, é a ação do eu subjetivo no mundo que constrói e molda o eu social. Na medida em que trabalho para tornar a minha realidade melhor, é a mim que beneficio.
Se as pessoas pudessem entender uma ideia tão simples, o mundo seria infinitamente diferente. Curitiba receberia jogos da Copa de 2014 e a cidade se desenvolveria para todos que nela vivem e para os que a visitam. Simples assim.

segunda-feira, julho 19, 2010

Não espere!

Quem cresceu nos anos 80 deve se lembrar de um álbum de figurinhas chamado "Amar é...", que trazia um simpático casal estampado nas figurinhas com definições românticas do verbo mais amplo e difícil de se definir em toda e qualquer língua.
Eu descobri, já há algum tempo, o que é amar. Pra mim, claro! É exatamente o que representa o amor, pra mim, que Madeleine Peyroux canta nessa bela música. Amar é... não ter medo.
O que isso quer dizer, na prática? Isso quer dizer viver o presente. Sim, meus amigos: o bom e velho Carpe Diem! Não espere o tempo mudar seu caminho - faça! Viva um romance, mesmo que ele parta seu coração. Pode chover, mas pode fazer sol. Às vezes, você precisa perder tudo para encontrar seu caminho. Isso é viver. Faça e colha os frutos, sejam eles quais forem.
Eu tenho MUITO a aprender, mas algo aprendi com o amor (romântico, fraterno, familiar, humanitário...): não espere!

Don't wait too long - Madeleine Peyroux

You can cry a million tears
You can wait a million years
If you think that time will change your ways
Don't wait to long

When your morning turns to night
Who'll be loving you by candlelight
If you think that time will change your ways
Don't wait to long

Maybe I got a lot to learn
Time can slip away
Sometimes you got to lose it all
Before you find your way

Take a chance, play your part
Make romance, it might brake your heart
But if you think that time will change your ways
Don't wait to long

It may rain, it may shine
Love will age like fine red wine
But if you think that time will change your ways
Don't wait to long

Maybe you and I got a lot to learn
Don't waist another day
Maybe you got to lose it all
Before you find your way

Take a chance, play your part
Make romance, it might brake your heart
But if you think that time will change your ways
Don't wait to long
Don't wait
Hmm... Don't wait