terça-feira, maio 11, 2010

A copa do mundo



É engraçado como a convocação da seleção causa comoção nacional! Tanto alvoroço, ninguém satisfeito, sobram críticas.
Me lembro que, quando criança, uma copa era motivo pra reunir vizinhos e festejar. Era um período muito alegre, de ruas coloridas, as pessoas animadas. A frustração da perda durava pouco. O futebol parecia realmente importante na situação como um todo.
Na adolescência, copa também era motivo de festa. Menos familiares, é verdade. E o futebol importava pouco. Quase nada
Hoje mal me lembro que vai haver uma copa até que ela chegue. Gosto de assistir aos jogos e até torço, sem angústia ou expectativa, pela seleção brasileira. Não pelo que ela apresenta de talento, não porque ela mereça, não porque haja ídolos nas seleções dos últimos anos. Mas porque é divertido ver a alegria das pessoas (que não é a mesma, nem tão grandiosa como era a da minha infância... ou eram meus olhos infantis?). É uma alegria burra, sem razão, pura paixão.
E não é isso o futebol? Paixão e alegria? Não é para nos divertir e entreter? Gosto de futebol e sou torcedora (do Glorioso Clube Atlético Mineiro, não da seleção). Assisto a programas esportivos. Mas ando muito cansada das análises racionais, das opiniões fundamentadas, das estatísticas... como é possível colocar o futebol numa planilha? Como é possível tornar uma paixão em algo tão chato?
Hoje vão pulular os comentários embasados, as análises táticas, os profundos estudos sobre a seleção de Dunga. Eu preciso admitir: não sei nem de quem se trata metade da seleção convocada.
Eu quero ver a copa. E quero torcer. Mais pra que dê tudo certo e não tenhamos que ouvir que foi um erro ter um país emergente como sede, que era previsível que não teriam estrutura para sediar evento tão grandioso... torço mais pelo sucesso da África do Sul como sede. Quem vai ganhar pouco me importa. Que seja uma seleção que apresente beleza, alegria e que se divirta.
Futebol pra mim, hoje, é como esse belo comercial da Pepsi. Boas ideias assim são uma das vantagens que traz uma copa do mundo de futebol.
E a convocação dessa seleção é irretocável!

sexta-feira, abril 30, 2010

Have you any idea why a raven is like a writing desk?

Valeu toda a expectativa! Na quinta-feira, 22, comprei os ingressos para assistir Alice do Tim Burton no dia da estreia, 23.
Que Alice é um livro fantástico, que habita o imaginário de qualquer ser humano vivo do globo, e que qualquer produção áudio-visual baseada nessa obra é quase certeza de sucesso, ninguém duvida.
Que Tim Burton provavelmente nasceu para dirigir essa história, é algo de que estou segura. Terá cumprido sua função social tão longo dirija a sequência - Através do Espelho.
Que Johnny Depp era predestinado a encarnar o Chapeleiro é inquestionável.
Que Helena Bonham Carter é a melhor Rainha de Copas que se podia ter na atualidade é de uma obviedade ridícula.
Enfim, o universo conspirou para unir Tim, Johnny e Helena, só para nos presentear com essa delícia que é o mais recente filme de Alice no País das Maravilhas.
E daí que a Rainha Branca deixa a desejar? Eu quero mais é sair por aí dançando o Futterwacken...

sexta-feira, abril 23, 2010

5th anniversary!



Talvez

Talvez não ser,
é ser sem que tu sejas,
sem que vás cortando
o meio dia com uma
flor azul,
sem que caminhes mais tarde
pela névoa e pelos tijolos,
sem essa luz que levas na mão
que, talvez, outros não verão dourada,
que talvez ninguém
soube que crescia
como a origem vermelha da rosa,
sem que sejas, enfim,
sem que viesses brusca, incitante
conhecer a minha vida,
rajada de roseira,
trigo do vento,

E desde então, sou porque tu és
E desde então és
sou e somos...
E por amor
Serei... Serás...Seremos...

Pablo Neruda

quinta-feira, abril 22, 2010

Para Hildo e Istê


Não pude estar presente num momento tão importante pra essas duas pessoas que me são tão caras, parte valiosíssima do meu tesouro pessoal.
De longe não faltaram bons pensamentos e desejos de felicidade, amor, comunhão e realização. E a vontade de estar perto assim que possível pra poder demonstrar tudo o que sinto e desejo de bom pra esse novo casal.
Parabéns!!!
Essa parte da vida que vocês apenas começaram é muito melhor do que tudo o que vocês já conhecem!

Now that we are close, no more nights morose,
Now that we are one, the beguine has just begun.
Now that we're side by side, the future looks so gay,
Now we are allibied when we say.......

From this moment on, you for me dear
Only two for tea dear, from this moment on,
From this happy day, no more blue songs,
Only whoop dee doo songs,
From this moment on.
For you've got the love I need so much,
Got the skin I love to touch,
Got the arms to hold me tight,
Got the sweet lips to kiss me goodnight,
From this moment on, you and i, babe,
We'll be ridin' high, babe.
Every care is gone, from this moment on.

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

Setting Forth

Sigo estudando. O resultado negativo no último concurso não abalou minha determinação e, menos ainda, minha vontade. Fez senão esclarecer-me, iluminar-me mesmo, acerca dos passos a dar.
Têm-me questionado sobremaneira acerca dessa escolha tão difícil, da causa de não me abrir a outras opções e de dedicar-me novamente à Psicologia.
A verdade é que é caminho sem volta. Não escolhi "um" concurso. Escolhi "este" concurso específico, por ser condição à carreira específica que pretendo seguir.
Pratiquei por anos a carreira para a qual me formei. Pratiquei com amor, com dedicação, com alegria e entusiasmo, a despeito das muitas e grandes dificuldades a ela intrínsecas. Encontrei muita satisfação nessa prática, mas sempre avistei limites, muros na profissão de psicóloga. Pude estendê-los para mais longe optando pela Psicanálise, ampliá-los consideravelmente. Mas eles estavam presentes e começavam a se aproximar.
Quem me conhece sabe bem: preciso ver o horizonte. Só vivo saudavelmente no espaço aberto. É a infinidade de possibilidades que busco na carreira diplomática. O mundo.
Não. Não acho que seja uma carreira sem limites. Não se trata de tão ingênua busca. Limites, dificuldades, aborrecimentos os há em toda parte, profissão ou meio.
A psicologia e a psicanálise, mais especificamente, me possibilitavam atingir indivíduos. Às vezes pequenos grupos. O que é bom. Acredito no indivíduo e temo que a coletividade é o que estraga o mundo. A vida em sociedade é, ao mesmo tempo, nossa salvação e nossa ruína. O tal "mal necessário".
Meu desafio será defender e representar uma dessas coletividades: o Brasil, a nação e o povo brasileiro, com tudo o que tem de bom e de ruim. Reconheço a enormidade dessa empresa. Reconheço o quanto preciso ser humilde e mudar minha forma de ver as coisas, superar meus preconceitos, meus vícios de pensamento, meus preceitos.
Só peço que acreditem em mim. Tenho a meu lado muitos que bem sei que o fazem quase cegamente. Mas outros há que duvidam da validade de tamanho investimento. Que pensam que seria mais fácil acomodar-me a uma vida mais conhecida, conformada e "normal". Esses me conhecem bem pouco e a eles é que peço: tenham fé. Não só em mim, mas na necessidade de pessoas que se disponham a empenhar-se em tais objetivos, pois não sou a única. O número de candidatos à carreira diplomática mostra quantos acreditam nas possibiliades de um mundo melhor, de mais saúde, mais humanidade, mas ética através da diplomacia, representando um país que, cheio de problemas, vem crescendo cada vez mais no meu conceito, na minha estima e no meu orgulho. A isso voltarei oportunamente - o que tenho aprendido sobre o Brasil.
Por ora, digo que não me arrependo da escolha, não pretendo desistir, não se trata de teimosia. É só que cheguei a um "point of no return". Quem acha que estou me limitando, saiba que estou destruindo muitos muros que comumente nos cercam. Não abro mão de um abrigo confortável e seguro pra onde voltar, mas este já foi construído em bases sólidas. Só não deixarei que ele se torne uma cela.

segunda-feira, janeiro 11, 2010

Happy new year!

Uma explosão nuclear destruiu o mundo que eu conhecia. Passei os últimos meses num abrigo isolado do exterior inóspito, vivendo numa espécie de estado de exceção. O ano de 2009 foi isso: uma desconstrução total e intenso treinamento pra deixar o "vault" e começar uma outra vida.



2010 começa realmente novo. Vai ser preciso aumentar minhas habilidades pra me adaptar e aprender a viver nessa realidade que não conheço. Descobrir recursos e alternativas nesse mundo pós-caos que será a minha vida daqui pra frente.

Tudo novo. Nenhum medo da realidade - só de não ter "skills" suficientes e precisar voltar e recomeçar o treinamento. Mas não saio sozinha, felizmente. Tenho parceiros habilidosos e fortes.



Here we go!

quarta-feira, outubro 28, 2009

Dignos de nota

Tenho postado pouco e, por isso, acumulado comentários. Impossível recapitular tudo, mas há coisas que merecem menção. Não vou comentar detalhadamente cada uma mas, todas elas me foram experiências muito boas!

Iniciando: descobri uma cantora que não é nenhuma revelação, mas eu ainda não conhecia. E foi uma grata descoberta essa belga e seus "Magnificent seven": Lady Lynn. Embora da Bélgica, canta em inglês. Claras influências do jazz e blues, tem uma voz marcante e um trio de metais competente. É pop com som "jazzish". Bem agradável aos ouvidos.

Seguindo: ainda na música, impossível não destacar o recém lançado "Backspacer" do Pearl Jam. Que belo álbum de rock! Não consigo parar de ouvir. Eddie mostra-se um letrista cada vez mais competente, as melodias estão mais maduras e apontam as influências da banda: nota-se guitarras ao estilo The Clash, por exemplo, nota-se o passado grunge bem anos 90, nota-se mesmo a influência da experiência solo de Eddie para a trilha do filme "Into the wild". O álbum é uma síntese da trajetória do Pearl Jam. Inebriante é a melhor palavra para qualificá-lo. E quanto mais se ouve, melhor ele fica.

Também vale mencionar: o álbum "Break up" de Pete Yorn e Scarlett Johansson. As músicas são gostosas de ouvir e a moça tem uma voz aveludada, que soa meio anos 50. Bem agradável.

Passando para as artes visuais em sua mais notável representação - o cinema: Quentin Tarantino mais uma vez acertou a mão. Bastardos Inglorious é diversão pura, com doses bem generosas de sanguinolência (eu não inventei essa palavra). Brad Pitt mais uma vez mostra seu natural talento com sotaques e sua habilidade para fazer humor. O filme é bem tarantinesco: diálogos memoráveis, vigança, sangue, humor, inúmeras referências cinematográficas. Não é seu melhor trabalho, é verdade, mas vale a pena ser visto de qualquer maneira. E ainda tem a trilha. As trilhas de Tarantino... que fantásticas, não? Ouço repetidamente David Bowie gritando "I've been putting out fire with gasoline" nos meus ouvidos nos últimos dias. Se alguém conseguir o álbum, por favor diponibilize-o.

Por último: Vigaristas. Que delícia de história, que produção leve e agradável! Desde a fotografia à direção de arte, passando pelo roteiro, o filme é uma mistura de Amélie Poulin, Peixe Grande, Onze Homens e um Segredo, entre outros. Identifica-se um monte de influências e referências ao longo da história. Cenários maravilhosos, atores fantásticos... é tudo lindo nesse filme. Uma aura de conto de fadas para adultos. Esse Rian Johnson merece nossa atenção. Pelo que sei, é apenas seu segundo longa. Acho que ele se tornará uma espécie de Tim Burton pra mim. Daqueles de quem se aguarda ansiosamente o próximo lançamento.

Por hoje é só. E sigo esperando pelo Alice do Tim Burton, como criança que espera a noite de natal.

segunda-feira, outubro 26, 2009

Contra a poluição sonora e pela paz mental

Abro o Terra e uma das chamadas que leio: "Cantor sertanejo é preso suspeito de tráfico".
SUSPEITO? Essa "classe" nos faz usar substâncias altamente tóxicas de forma passiva há anos!!! Eles produzem e comercializam essas drogas desde que uma viola caiu nas mãos de um sertenejo sem colheita e sem boi pra tocar. Até hoje assistimos gerações inteiras perderem suas faculdades mentais, adotarem comportamentos e vestuários bizarros, tudo provocado pelo uso ativo das drogas. Há até festas onde celebra-se o uso coletivo das substâncias e a ostentação de tais comportamentos.
É passada a hora de as autoridades tomarem providências. As penas para o hediondo crime deveriam, no entanto, ser alternativas: reeducação musical, imersão na cultura urbana e assessoria de guarda-roupa. Com tais medidas, pode ser que os criminosos não reincidam no crime e possam ser efetivamente reinseridos na sociedade.

quarta-feira, outubro 14, 2009

140 caracteres que dominaram o mundo

Ninguém mais manda e-mail, ninguém mais posta em blog. Todo mundo diz: me segue no Twitter.

Não tenho vocação pra stalker. Não vou seguir ninguém em lugar nenhum.

Espero que quem inventou essa porcaria morra com dores lancinantes em 140 pontos do corpo. A intervalos de 140 segundos. Por 140 dias.